Jogadores defendem abstinência
São Paulo - Um é o galã da seleção brasileira. O outro, o conquistador. E ambos não querem saber de sexo antes dos jogos da Copa. O meia-atacante Kaká, mais popular atleta do time nacional entre as mulheres, e o atacante Ronaldo dão de de ombros para a liberação do técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira.
''Acho que tudo tem seu tempo. Antes do jogo a gente está concentrado, e não há tempo para ficarmos pensando nisso. Depois do jogo, quando estivermos tranquilos, tudo bem. Pensa na esposa, faz sexo e outras coisas'', declarou Kaká, ontem, em teleconferência com jornalistas brasileiros. O jogador do Milan casou-se no ano passado com a estudante Caroline Celico.
O separado Ronaldo, que se notabiliza por conquistar beldades, já no Mundial de 2002 teve conduta semelhante à adotada por Kaká. À época, o sexo foi proibido por Luiz Felipe Scolari. ''Sexo a gente faz depois. O Mundial só existe de quatro em quatro anos'', disse o atleta, após ter vencido o torneio na Coréia e no Japão.
Recuperação Ronaldo, atacado incessantemente pela imprensa há poucas semanas, se recuperou aos olhos de analistas e torcedores do Real Madrid, a tempo para o desafio de amanhã contra o Barcelona, pela 31 rodada do Campeonato Espanhol. Dois gols em duas partidas foram suficientes para que Ronaldo voltasse a receber elogios da imprensa e aplausos do público no Estádio Santiago Bernabéu, e fez desaparecer (pelo menos temporariamente) o apelido que havia recebido: ''el gordo''.
Ronaldo fez um gol salvador no empate contra o Zaragoza (1 a 1), e contribuiu para a cômoda vitória de domingo sobre o Deportivo La CoruÀa (4 a 0). ''Ronaldo respondeu'', afirmou o jornal esportivo Marca depois do triunfo sobre o Deportivo.
O atacante brasileiro está disposto a deixar a má fase dos últimos meses para trás. Com as atenções voltadas para a Copa do Mundo, pensa o mesmo em relação ao seu compatriota e amigo da Inter de Milão, Adriano, também em má fase. ''Minha tempestade está passando... Já passou'', disse recentemente Ronaldo ao jornal ''O Estado de São Paulo''. ''A do Adriano também vai passar'', acrescentou. (Das Agências)





