A Unifil/Londrina/Sercomtel faz hoje os ajustes finais para o jogo da volta contra o Imes/São Caetano, neste domingo, às 14 horas, pelas semifinais da Liga Nacional de Handebol Masculino. A partida promete lotar o Ginásio do Colégio Londrinense, que tem capacidade para apenas mil torcedores e deverá se tornar um caldeirão contra o time adversário. E pela primeira vez na história da Liga a situação da Unifil é tranquila nesta semifinal. O time venceu o São Caetano por 29 a 23 no primeiro confronto, disputado terça-feira no ABC paulista, e agora pode perder por até seis gols de diferença que ainda se classifica, afinal tem a vantagem de jogar por dois resultados iguais.
Os jogadores, porém, não querem saber dessa vantagem. ''Temos que entrar para ganhar, como se o jogo estivesse 0 a 0. Contra eles não podemos relaxar um minuto sequer. Se dermos moleza eles nos surpreendem'', alertou o ponta-esquerda Cesinha.
Experiente, em função dos seis anos em que defendeu a Metodista/São Bernardo e calejado pelas últimas duas semifinais contra o São Caetano, jogando pela Unifil, Cesinha afirma que o adversário não pode ser menosprezado. ''Eles já foram campeões da Liga (em 2003) e estão acostumados a decidir jogos em situação de adversidade. Jamais podemos entrar em quadra descansados'', advertiu.
O armador-central Cláudio, que teve ótima atuação no jogo de ida, reforça o coro contrário ao clima de ''já ganhou''. ''Precisamos entrar com a mesma concentração com que entramos lá em São Paulo. Nossa defesa encaixou muito bem contra os pivôs deles e os obrigamos a arremessar as bolas de fora, o que reduziu o aproveitamento deles'', observou. Outro ponto fundamental, segundo ele, foi a disciplina tática no ataque. ''Trabalhamos a bola com calma e esperamos pelo melhor momento de finalizar. Dessa forma, não levamos quase contra-ataques'', disse Cláudio.
Para a partida, o técnico Giancarlos Ramirez ainda não poderá contar com o armador-esquerdo Mão e com o ponta-direita Nande, ambos ainda se recuperando de lesões. O primeiro fraturou o dedão da mão direita e o segundo sofreu um estiramento no braço esquerdo e está há 40 dias longe das quadras.

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