Jogadores da seleção fogem da imprensa e torcida
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segunda-feira, 01 de junho de 2015
Almir Leite<br>Agência Estado 
Teresópolis - A seleção brasileira começou blindada sua preparação para a Copa América do Chile. O escândalo de corrupção na Fifa que resultou na prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin e na abertura de uma CPI para investigar a entidade motivaram a blindagem. Não teve entrevista de jogador no saguão do aeroporto do Galeão, no Rio, como normalmente acontece. Não houve contato com torcedores nem com a imprensa. O único a falar foi o coordenador de seleções Gilmar Rinaldi - que falou o menos possível sobre a crise, mas não deixou de elogiar seu empregador. "A CBF é uma das coisas que deram certo no Brasil", chegou a dizer.
Oficialmente, os jogadores que se apresentaram ontem não tiveram contato com ninguém no aeroporto - alguns atletas se reuniram num hotel e depois foram em vans encontrar outros colegas na Base Aérea do Galeão, de onde saiu o ônibus com a delegação para Teresópolis - para evitar tumulto. Na realidade, o isolamento teve o objetivo de evitar que os jogadores tivessem de responder a questionamentos sobre a crise antes de serem bem instruídos.
Na Granja Comary, Gilmar falou por cerca de 30 minutos no início da tarde. Ouviu várias perguntas sobre a situação da CBF e não se negou a responder. Mas deixou claro que o assunto da comissão técnica e dos jogadores é o futebol. E por vezes usou até tom ufanista. Como quando teve de dizer se a crise criada pela cartolagem não representará um desafio a mais para os jogadores.
"Tudo faz parte da preparação, e para estar na seleção tem de saber que vai conviver com momento ruim e momento bom. E saber que a parte do jogador é o campo. Aqui os problemas são muito pequenos comparados com a grandeza que é defender a seleção."
O técnico Dunga chegou à Granja Comary apenas no meio da tarde após seu voo desde Porto Alegre sofrer atraso.


