Jogadores consideram justa nova forma de pagamento
São Paulo - O lateral Cafu não quis ir para o Santos, no meio do ano, para receber por produtividade. Achou uma injustiça. Um papo com alguns companheiros de profissão certamente o faria mudar de idéia. Basta ver o sorriso de Denilson durante os jogos e treinos do Palmeiras para ver o quanto ele está feliz e agradecido por ganhar uma chance do técnico Vanderlei Luxemburgo.
Após despontar no São Paulo, Denilson perambulou por Betis, Bordeaux, Al Nasr, Dallas e Flamengo. Teve destaque em 2002, ano em que foi campeão mundial com a seleção brasileira na Copa da Ásia, e, depois disso, nunca mais se firmou num clube. Especulava até se aposentar quando veio a oportunidade de defender o Palmeiras. Acostumado às altas cifras na Europa, ele aceitou para ganhar R$ 30 mil mensais, mais bonificação por participação nos jogos. Confiou em seu potencial e hoje é plenamente grato aos dirigentes palmeirenses pela oportunidade que lhe foi dada.
História parecida vive Léo Lima, outro andarilho do mundo da bola. O volante passou por vários clubes de expressão no País, como Vasco, Fluminense, Grêmio, Flamengo e Santos. Destaque, mesmo, apenas no Vasco, onde deu uma guinada na carreira, antes de se envolver com a bebida e os problemas físicos. Agora, também nas mãos de Luxemburgo, no Palmeiras, está dando a volta por cima numa carreira que tinha tudo para ser brilhante.
''Eles têm tido um bom rendimento'', afirma o diretor de futebol do Palmeiras, Genaro Marino. Tem razão. Basta observar que a dupla sempre recebeu integralmente. ''Em menos de um mês eles já fizeram jus em receber o salário completo.''
Nem Léo Lima nem Denilson se arrependeram do acordo realizado. Eles sabiam de sua qualidade e agora sonham com um novo contrato para 2009 - com salário mais alto, lógico.
Histórico de lesões
O meia Pedrinho aprendeu a conviver com as lesões. Desde 1998, o jogador foi submetido a três cirurgias no joelho - duas ainda pela primeira passagem pelo Vasco e outra pelo Palmeiras. Há duas semanas, ao ser apresentado em São Januário, concordou plenamente com as exigências contratuais. ''Nada mais justo. Se eu me colocar no lugar do clube, temeria que um atleta com algumas cirurgias estivesse apto a jogar. Mas estou recuperado clinicamente e logo isso não será problema'', afirmou Pedrinho.
Pedrinho também assinou contrato de produtividade no Santos, em 2007. ''O Luxemburgo (então treinador do Santos) pediu um contrato por produtividade. Só que em duas semanas, depois de uma avaliação com o Filé (Nilton Petroni, fisioterapeuta), ele viu que o jogador estava bem clinicamente e fizemos um contrato normal'', lembrou Luisinho Quintanilha, agente de Pedrinho.
Gustavo Nery sempre carregou a fama de ''chinelinho''. Agora, no Internacional, está muito grato pela confiança em seu trabalho. ''O Internacional me presenteou com a oportunidade de voltar a jogar um grande futebol'', comemora o lateral. ''A gente não esquece como jogar e espero dar muitas alegrias à torcida.''
Encostado no Brasiliense, Athirson espera vida nova na Lusa. Acredita até em chegar à seleção defendendo o clube paulista. ''O Dunga está procurando alguém para a lateral-esquerda. Se eu for bem, a oportunidade pode aparecer'', avisou outro jogador enquadrado na nova realidade de contratos por produtividade. (D.A.B e H.M.)





