Jogadores ameaçam processar LBC
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quarta-feira, 13 de julho de 2005
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O Londrina/TIM encerrou no início de maio sua participação no Campeonato Nacional de Basquete e jogadores e comissão técnica ainda não receberam os salários de abril e maio. Nenhum dos titulares da equipe deste ano que fez a pior campanha da história, terminando na 14 colocação está mais na cidade e os repasses da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) para o clube continuam atrasados. O técnico Ênio Vecchi, que permaneceu no comando do time por nove anos, também já abandonou a cidade e assumiu o Pinheiros, de São Paulo, em junho, mesmo sem receber seus últimos pagamentos aqui.
Irritados com o atraso nos salários, ex-jogadores vêm ligando desde junho para Vecchi e para outros integrantes do Londrina Basquete Clube (LBC) cobrando uma posição. Alguns informaram à Folha que pretendem ingressar na Justiça contra o clube e contra a Fundação para tentar receber.
O presidente do LBC, Walter Montagna, disse que os atletas estão sem receber porque não foram pagas pelo município as últimas duas parcelas, no valor de R$ 48 mil cada, que deveriam ter sido pagas no início de maio e de junho. Cada folha salarial do time gira em torno de R$ 40 mil.
O presidente da FEL, Marival Mazzio, explicou ontem que houve atraso nos pagamentos por dois motivos: primeiro em função da greve dos servidores municipais, que durou 17 dias, e em segundo lugar porque o LBC atrasou o relatório da prestação de contas dos valores pagos anteriormente.
''Quando uma equipe pede recursos do Fundo de Incentivo ao Esporte ela faz um plano de aplicação desses recursos. E o LBC está o tempo todo fugindo desse plano. Não manda a tempo o relatório com os gastos, então a Procuradoria Jurídica nos orienta a não pagarmos a parcela seguinte enquanto não acertarem a situação'', disse Mazzio.
O dirigente afirmou que o LBC ''é desorganizado'' e o comparou com a Unifil, que mantém as equipes locais de handebol e futsal. ''A Unifil não tem problema porque presta as contas direitinho'', alfinetou.
Mazzio disse que no momento a FEL não pode pagar as duas parcelas restantes porque terminou dia 30 de junho o prazo de vigência do convênio com o LBC. ''Para que possamos fazer os repasses precisamos assinar um novo aditivo e o LBC terá de sanar antes as pendências que tem com o Fisco''. Segundo ele, são débitos com o INSS, Imposto de Renda e encargos atrasados que precisam ser quitados para que a entidade se habilite a receber verba pública.
Foi assinado um contrato de apenas cinco meses, no valor de R$ 310 mil, para viabilizar a participação do time no Nacional-2005. Já a manutenção da equipe no segundo semestre seria com a verba da TIM (R$ 250 mil para o ano). Montagna informou que estará em Londrina amanhã e que se reunirá com Mazzio para resolver a questão. ''Com certeza chegaremos a um acordo para conseguirmos receber e para pagar os jogadores'', aposta.


