Enquanto o diretor de futebol feminino do São Paulo, Rogério Aman, continua negando a crise, as jogadoras do clube acertam novos contratos. A primeira foi a lateral direita Marisa, que fechou com a Portuguesa na semana passada. Formiga e Tânia Maranhão receberam propostas do Corinthians e da Portuguesa, mas resolveram dar uma chance ao São Paulo até ontem à noite.
Campeão de todos os torneios de que participou em 97 - inclusive da Paulistana e do Brasileiro -, o São Paulo está oferecendo pouco para manter o supertime. Depois que a Sport Promotion cortou a verba mensal, que fez a festa do futebol feminino paulista no ano passado, o clube quer reduzir os salários das jogadoras.
Formiga, por exemplo, recebia R$ 3 mil, R$ 1,8 mil da Sport Promotion e R$ 1,2 mil do São Paulo. Segundo a cabeça-de-área, Rogério Aman disse, numa reunião no último dia 18, que o clube não cobriria a verba da empresa patrocinadora. ‘‘A prioridade da Formiga é ficar no São Paulo, mas com um salário mais baixo não dá - comentou a mãe e empresária da jogadora, Dilma Maciel. A jogadora recebeu propostas do Corinthians e da Portuguesa e ainda não se apresentou a nenhum clube. Agora, está aproveitando as férias forçadas em Salvador, esperando a resposta final do São Paulo.
A reunião em que Rogério Aman apresentaria a proposta final do clube seria na quinta-feira, mas foi adiada. Na chácara em que as 27 jogadoras do São Paulo moram, o clima é de suspense. ‘‘Acho que vai ficar tudo bem. Estamos aguardando o Rogério, que ficou de passar aqui hoje’’, disse o técnico Zé Duarte que também dirige a seleção.

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