Mesmo sem ter uma data oficial para encerrar a carreira, Elisângela já sabe o que pretende fazer após se aposentar. Ela conta já ter pronto um projeto para instalar em Londrina uma escolinha de vôlei, com objetivo de formar novos talentos. "Quero trabalhar com base, é o que gosto", diz ela, que adianta já ter apoio, inclusive, de nomes como Bernardinho e Leila para tirá-lo do papel. "A própria Leila e a Ricarda já se colocaram a disposição, o Bernardo também, o Luizomar (de Moura). Preciso agora buscar apoio aqui (em Londrina)", cita.
O projeto, segundo ela, é uma forma de retribuir o que a cidade de Londrina lhe proporcionou há quase 20 anos, quando iniciou sua carreira. E também de ajudar a reerguer o decadente esporte londrinense.
"Acho que Londrina está bem largada, abandonada, uma vergonha para uma cidade que revela tantos atletas. Giba saiu daqui, eu saí, a Verê, a própria Mari é de Rolândia, mas foi formada em Londrina. Então, acho uma vergonha para uma cidade como Londrina não ter incentivo ao esporte", esbravejou a jogadora, que já tem dedicado parte do seu tempo a fortalecer a escolinha de futebol do Grêmio dos Operários de Londrina, junto com o jogador Rafinha, do Bayern de Munique e o técnico de vôlei Ney Inácio da Silva. (R.S.)

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