São Paulo - O coração de Serginho já havia dado sinais de fragilidade antes da tragédia de quarta-feira. Tanto que havia dito a companheiros que encerraria no fim do ano a carreira de jogador de futebol. A preocupação, portanto, estava no ar. Logo após o zagueiro tombar no gramado do Morumbi, o goleiro do São Caetano, Silvio Luiz, correu, desesperado, para tentar socorrê-lo. Mais tarde, em meio à reza e ao choro dos jogadores do time do ABC e do São Paulo, contou emocionado que seus problemas cardíacos já eram conhecidos do grupo. ''Sabíamos deste problema, mas o risco era de apenas 1%'', revelou o goleiro, desesperado.
Para continuar atuando, Serginho teria até assinado um termo de responsabilidade, informação, no entanto, desmentida pelo presidente do clube, Nairo Ferreira de Souza. ''O Serginho não tinha nada, estava apto para jogar'', garantiu o dirigente. Sua irritação estendeu-se a Silvio Luiz, que foi quem primeiro revelou que o jogador já vinha sendo tratado do coração. ''Silvio Luiz não é médico, é goleiro.''
O supervisor de Futebol do clube, Carlos Eiki, por sua vez, confirmou, minutos antes da divulgação do falecimento, que ''uma deficiência'' cardíaca foi constatada nos exames periódicos feitos no clube. ''Só não podíamos imaginar que isso pudesse ocorrer'', declarou. (A.E.)

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