Adaptação a outra cultura, outro idioma e clima não é novidade na vida do zagueiro André Galiassi, que rodou o interior de São Paulo e do Paraná, passando inclusive pela Portuguesa Londrinense, antes de desembarcar no Paraguai. Foi jogar no General Caballero, da Segunda Divisão, onde ficou por um ano. Na temporada seguinte se transferiu para o Tacuary, na elite paraguaia.
''O Paraguai é totalmente diferente. Eles jogam muito duro, com muita raça. Falam que o atacante, você tem que 'matar'. Foi uma escola boa para aperfeiçoar a marcação'', analisou Galiassi.
Foram dois anos em terras guaranis, até ir para a Bolívia. Com a camisa do Bolivar, faturou o campeonato nacional em 2006 e debutou na Taça Libertadores da América.
Na Bolívia, os atacantes não eram seus principais adversários, mas sim os 3,2 mil metros de altitude. ''O clima é muito seco, já que o sol fica mais próximo. Você dá um pique e pensa que vai voltar tranquilo, mas nada. Pode chamar a ambulância (risos). Mas meu organismo se adaptou até que rápido, ficava só o cansaço mesmo'', revelou Galiassi.
O zagueiro aproveitou a estada na Bolívia para apresentar a nossa tradicional feijoada para os nativos, que adoraram o prato brasileiro. ''Eu levava os bolivianos para comer a feijoada que a minha esposa fazia em casa sempre''.
A esposa, aliás, foi sua principal conquista na passagem por Londrina. Ele a conheceu na época em que defendeu a Lusinha. Eles se casaram e, no início do mês, tiveram a primeira filha, Bianca, que nasceu em Londrina. Galiassi, porém, ficou poucos dias junto com a herdeira, já que teve que embarcar para a Áustria, onde o CFR Cluj se prepara para a disputa de sua primeira Liga dos Campeões, além do Campeonato Romeno. (T.M.)

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