Jogador do Londrina Rugby participa de clínica com os 'All Blacks'
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
André Bueno<br>Equipe Bonde 
Os "All Blacks", como é conhecida a seleção de rúgbi da Nova Zelândia, estão no Brasil para um evento de seu patrocinador oficial. O jogador Leonardo Alves, professor de Artes de 28 anos, que defende o Londrina Rugby, foi um dos escolhidos para uma clínica com os atletas da seleção da Oceania por meio de um concurso promovido pela Confederação Brasileira da modalidade.
"Só a possibilidade em ver de perto alguns dos jogadores da maior equipe da modalidade é algo que causa muita ansiedade. Um dos jogadores que virá será Kieran Read, que está concorrendo ao prêmio de melhor jogador do ano. É uma oportunidade única que não dá para perder", afirmou o jogador.
O paulista, que reside em Londrina há sete anos, conheceu o esporte durante a transmissão da Copa do Mundo da modalidade em 2003. No entanto, só começou a participar quando veio para a cidade paranaense e passou a atuar como Forward - atletas fortes do time responsáveis por defender e atacar com força e por formações.
A modalidade, que estará na Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016, está em crescimento no Brasil. De acordo com Alves, em 2006, somente três times disputaram o Paranaense. No ano que vem, há previsão de sete clubes atuarem no Estadual.
Mesmo com os avanços, as dificuldades ainda são enormes para os praticantes do esporte. "A primeira dificuldade é o preconceito contra a modalidade. Sim, existe preconceito! Até amigos meus têm. Quando você fala que joga rúgbi, as pessoas não pensam em você como atleta, mas sim como um animal que gosta de dar e levar pancada. Não é bem assim. Claro que o rúgbi é um esporte de contato, claro que às vezes vocês se machuca sério, mas quase todos os esportes são assim", afirmou, citando como exemplo o histórico de lesões sofridas por Ronaldo Fenômeno no futebol.
"No rúgbi, a violência não é aceita, existem regras muito bem definidas de quando você pode tocar, como você pode tocar e onde você pode tocar no adversário. O esporte cobra valores aos jogadores, como respeito, disciplina e paixão pelo jogo. Com isso você sabe que, se desrespeitar o árbitro e o adversário, será excluído do jogo. Se você tem disciplina, não entra sujo no jogador adversário, e se tem paixão pelo jogo, ajudará que ele aconteça da melhor forma", enfatizou.
Investimentos
O fato do esporte ainda não ser tão popular também prejudica na atração de investimentos. "Se esportes mais conhecidos estão com grande falta de investimento, vide a situação do handebol, do vôlei e do basquete da cidade, imagine nós do rúgbi, quando apresentamos um projeto e pedimos um patrocínio, tanto no setor público quanto privado. É sempre a mesma história: não temos interesse, ou, não dispomos mais de verba para esse ano. Com isso, todos nós, atletas amadores, somos obrigados a arcar com todos os gastos de material para treino, viagens, academia, alimentação específica, assistência médica. Muitos acabam sendo obrigados a abandonar o esporte e escolher fazer algo rentável. Quem segue no esporte, segue por muito amor e com muita dificuldade", complementou.
O Londrina Rugby treina todas as terças e quintas-feiras no Zerão, das 21h30 às 23h30 e aos domingos, no Aterro do Lago Igapó 2, às 16 horas. Anualmente, o representante londrinense disputa o Campeonato Paranaense na modalidade Union e Seven.


