''O jogador de botão é um cara enjoado''. A frase de José Grossi, o Juquita, resume o detalhismo e os caprichos com que os praticantes do hobby tratam os objetos que ficam em cima da mesa. Os botões são cuidadosamente guardados dentro de estojos e cada um comporta dois times. Cada botonista carrega a sua maleta para onde vai, com as flanelas e o polidor usado para encerar a parte de baixo dos botões. ''Assim eles escorregam melhor na mesa'', explica José Luiz Negreti.
Perguntado sobre as regras e medidas oficiais do futebol de mesa, Juquita ressalta que nenhum detalhe das peças é aleatório. ''O tamanho das traves, as dimensões do campo, a bola, a altura dos botões, tudo segue uma regra'', lembra ele. O goleiro, por exemplo, feito de acrílico, precisa ter 8 centímetros de largura, 3,5 centímetros de altura, 1,5 centímetro de espessura e não pode pesar mais de 60 gramas.
Enquanto uns são detalhistas, outros são fanáticos. O comentarista Flávio Campos, da Rádio Brasil Sul, tornou-se um colecionador de times de botão e tem em sua casa um campo com alambrado e até placas de propaganda. ''É bonito de ver. Ele tem uns dois mil times diferentes'', conta Juquita. Campos fazia parte de um grupo de radialistas da cidade que jogava com frequência nas mesas do Sesc, na década de 80. Entre eles, J. Mateus, Gil Rocha e Luiz Cavalheiro. (J.K.)

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