Jogador da Unopar mira Londres-2012
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2009
Jaime Kaster<br>Equipe da Folha 
Londrina - A disputa do Mundial Adulto de Handebol, encerrado no último dia 2, na Croácia, foi o primeiro passo para o armador-esquerdo Boi, da Unopar/FEL/Sercomtel, batalhar por um espaço na seleção principal masculina que já iniciou o ciclo olímpico 2009-2012. Ele acredita que a seleção, que passará a ser comandada este ano pelo espanhol Javier García Cuesta, sofrerá uma reformulação em relação ao time que disputou a Olimpíada de Pequim, no ano passado.
Também sabe que, devido à sua idade (24 anos), tem boas chances de estar no grupo que lutará por vaga nos Jogos Olímpicos de Londres-2012. A vaga normalmente é definida com o título nos Jogos Pan-Americanos, que foram vencidos pelo Brasil nas duas últimas edições (Santo Domingo e Rio de Janeiro). ''Acho que fui bem neste Mundial (os brasileiros terminaram em 21º lugar) e todos fomos observados lá pelo técnico Javier, que embora não estivesse como treinador (a equipe foi comandada por Washington Nunes, do São Caetano), acompanhou toda a preparação e os jogos'', disse Boi.
Com base no que observou, o treinador espanhol fará suas primeiras convocações provavelmente na metade do ano. E o jogador da Unopar espera estar presente. ''Agora que inicia um novo ciclo olímpico, nós somos a bola da vez'', disse Boi, se referindo aos atletas da nova geração, que já estiveram com ele na seleção júnior nos Mundiais de 2003 e 2006 - Diogo (central da Metodista-SP), Zeba (armador-direito do Pinheiros-SP), Borges (ponta que atua na Espanha), Bruno Santanna (central do Pinheiros), Guilherme (armador-esquerdo do Pinheiros) e Cyborg (armador-direito da Unopar).
Todos eles estiveram com Boi no Mundial Júnior de 2003, disputado em Foz do Iguaçu, quando o Brasil terminou no inédito 8º lugar. Depois disputaram o Mundial Júnior da Hungria, em 2006. ''Assim como fez o Jordí (Ribera, que se despediu do comando da seleção após a Olimpíada de Pequim), que investiu em novos valores, este novo técnico (Javier) deverá fazer o mesmo'', disse, confiante, o armador. Seguindo esta lógica, atletas da Unopar como o central Léo, 31 anos, e o pivô Alê, 28 - que estiveram com a seleção em Pequim -, teriam menos chances de estar no grupo de 2012 do que os mais novos.


