Caio Torres sempre foi considerado uma promessa do basquete brasileiro. Seu nome foi presença constante nas convocações das seleções de base e, posteriormente, na equipe adulta. Ele soma alguns títulos pela seleção adulta, como da Copa América de 2005, do Sul-Americano de 2006, e agora do Pan-Americano.
Sobre a disputa no Rio, o pivô demonstra uma certa decepção. ''Eu esperava jogar um pouco mais. Às vezes que entrei, fiz o meu melhor'', frisou. Em cinco jogos, Caio anotou 21 pontos. O aproveitamento abaixo do esperado teve influência na decisão de Caio em pedir dispensa da seleção que disputará o Pré-Olímpico. ''Liguei para o Lula (Ferreira, técnico) e perguntei se existia alguma definição quanto aos jogadores. Ele disse que eu teria que treinar como os outros e que não poderia me dar certeza alguma. Como estou há cinco anos sem férias, decidi pedir dispensa'', explicou.
O atleta não imaginava, porém, que o técnico da seleção brasileira teria problemas com outros três pivôs: Anderson Varejão, Rafael ''Baby'' Araújo e Nenê, que correm o risco de ficar de fora do Pré-Olímpico por problemas burocráticos com a NBA. ''Se ele (Lula) me convocar, eu aceito'', garantiu o pivô.
Independente de estar no grupo, Caio Torres está confiante na classificação do Brasil para a Olimpíada. ''O Pré-Olímpico é até mais difícil que a Olimpíada. Mas estou confiante. Nosso grupo é muito forte. Acredito que Brasil e Estados Unidos podem ficar com essas duas vagas'', disse. A Argentina, atual campeã olímpica, estará desfalcada de seus principais jogadores. ''Parece que eles (argentinos) enfrentam problemas internos.''
Segundo Caio, a pressão por parte da direção da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e da própria comissão técnica é muito grande. ''Dentro de quadra, nós jogadores tentamos esquecer um pouco. Mas a pressão, realmente, é grande para o Brasil se classificar'', concluiu o pivô, que retorna no dia 20 para Madri. (G.A.)

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