Jogador confessa ter usado um passaporte falso
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quinta-feira, 08 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
Integrantes da CPI da CBF/Nike ouviram ontem dois depoimentos que caberiam como argumento para um roteiro que tratasse de traição, usurpação, embriaguez e falsidade de documento. O cenário principal de tanta tramóia é o Clube Americano de Bacabal, no Maranhão.
Primeiro a depor, o jogador Georlan Gomes Bastos, conhecido por Gil, informou aos deputados que o então vice-presidente do clube, Francisco Alves Araújo, providenciou para que ele arranjasse uma outra identidade antes de contratá-lo. A troca de nomes era para escapar do cerco do clube Santo André, de São Paulo, dono de seu passe. O jogador passou, então, a se chamar Jucerlan Rodrigues que, de quebra, tinha 18 anos e era dois anos mais novo do que ele. Araújo disse que aquele documento era de uma pessoa morta lá do interiorzão, que ninguém conhecia, disse Gil.
O jogador conta que, com a nova identidade, viajou do Maranhão para Fortaleza, onde foi recebido pelo presidente do Americano de Bacabal, Clóvis Dias, que também depôs ontem. No dia seguinte, Dias o embarcou para a Espanha, onde iria jogar no Hércules, de Alicante, um time da segunda divisão.


