Você já imaginou chegar a um restaurante, abrir o cardápio e todos os pratos estarem escritos em ucraniano ou russo? Pois essa é a rotina do meia Jádson, quando resolve comer fora de casa na cidade de Donetsk, na Ucrânia. Mas ele já deu um jeito de amenizar o problema. ''No começo, eu fazia mimicas pra pedir o que queria comer. Como os pratos são todos numerados, agora eu já decorei o número e ficou mais fácil'', contou o armador.
Esse é apenas um dos problemas enfrentados por Jádson na brusca mudança de vida que vem passando desde o início do ano. País, cultura, comida, modos e idioma diferentes. Tudo atrapalha.
O idioma não incomoda somente na hora de escolher um prato nos restaurantes. Como assistir tevê, ler jornais ou ouvir alguma notícia no rádio? ''É difícil, hein. Não entendo nada. Ligo a tevê e fico sem entender o que estão falando. É complicado. E acabo ficando por fora de tudo. Não fico nem sabendo as notícias do meu time ou minhas'', revelou Jádson.
O armador, porém, já faz um curso de russo para tentar se dar melhor no País. ''Tem tradutor no clube, mas não é toda hora. O ucraniano é mais difícil de aprender e o russo todos entendem''.
A adaptação à Ucrânia só não foi pior porque o meia levou a então noiva e desde ontem esposa, para morar com ele. ''Se eu fosse sozinho seria pior. Tem que ter uma pessoa pra te apoiar, te dar carinho, ficar junto com você, sem que sejam os companheiros de clube'', comentou o meia. ''A gente leva o feijão e o tempero daqui e a minha noiva cozinha pra mim. A comida de lá não tem sal'', completou.
O Shaktar conta com mais cinco brasileiros Elano, Matuzalém, Ivan, Brandão e Batista , e depois da Taça Libertadores da América, terá também o meia londrinense Fernandinho, do Atlético Paranaense. ''Esse é do coração'', comemorou Jádson, que terá novamente a companhia do parceiro que conheceu no PSTC. (T.M.)

mockup