São Paulo - Depois de ser criticado pela insistência nas jogadas pelo lado esquerdo, o técnico Geninho parece ter encontrado a fórmula para o combatido esquema tático do Corinthians, herdado dos tempos de Carlos Alberto Parreira. E enganaram-se aqueles que pensavam ser o lado direito a alternativa. Na realidade foi, mas não a principal. O treinador 'descobriu' as jogadas aéreas e, por meio delas, a equipe tem conquistado seus melhores resultados.
Geninho explica que no futebol atual não há muito o que inventar. Assim, a melhor maneira de se montar um time é o tradicional 'feijão com arroz'. ''E as jogadas pelo alto, de bola parada, encaixam-se nesse perfil'', explicou. ''É o tipo de bola que se deve treinar sempre, pois decide qualquer partida.''
Quem agradece ao comandante é o atacante Liedson e o zagueiro Ânderson. O primeiro já marcou seis gols de cabeça na atual temporada, enquanto o zagueiro fez dois de seus quatro gols na carreira nas últimas rodadas. Ambos, claro, de cabeça também. ''Estamos treinando muito mais bolas paradas durante esse período que o Geninho está no comando'', afirmou Ânderson. ''Acho que isso está ajudando e o mérito é dele (Geninho).''
Já Liedson destaca a necessidade de um bom posicionamento na área. ''Eu não sou alto (1,73m), mas procuro ficar por ali (na área), escondido. Aí eles (adversários) esquecem da gente e aproveitamos para marcar'', explicou o atacante sobre sua ''estratégia''.
Duelo Ontem, na reapresentação da equipe que na terça-feira goleou o The Strongest, da Bolívia, por 4 a 1, pela Copa Libertadores da América, o meia Jorge Wagner confessou que está ansioso para enfrentar Ricardinho. O baiano chegou ao Parque São Jorge com a ingrata missão de substituir o atual meia são-paulino. ''Vou chegar para ele (Ricardinho) e dizer ''pô, é muito difícil substituir você'', divertiu-se.
''Bibelôs'' Boa parte do ''tempero'' que cerca o futebol e o torna a maior modalidade esportiva do planeta é a rivalidade a saudável, é claro entre os clubes e seus respectivos torcedores. Portanto, nada mais natural do que ver a situação do São Paulo virar motivo de piada entre os corintianos. Os são-paulinos são tratados como ''Bibelôs''. A explicação é simples. ''Eles (são-paulinos) foram criados para achar e dizer que tudo o que é deles é melhor do que dos outros. Eram crianças que quando estavam na escola adoravam dizer que a lancheira delas era mais bonita que a dos coleguinhas. E isso continua até hoje'', comentou um diretor do Corinthians.
A bronca ganhou dimensão depois que o diretor de Futebol do São Paulo, Carlos Augusto Barros e Silva, afirmou que o confronto entre Corinthians e Palmeiras, pela semifinais do Campeonato Paulista, serviria para que o vice-campeão fosse conhecido.

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