De Sordi e o troféu com a moeda representando o título paulista de 1953
Lateral barrou Djalma Santos
Para uma geração de torcedores, o lateral-direito Nílton De Sordi foi simplesmente o homem que barrou Djalma Santos nos quatro primeiros jogos da caminhada da seleção brasileira na Copa do Mundo da Suécia em 1958, o título que apresentou ao mundo o futebol brasileiro como uma escola vencedora.
Mesmo diante de uma grande pressão pela escalação do lateral do Palmeiras, um dos maiores jogadores da posição em todos os tempos, De Sordi tinha a preferência do técnico Vicente Feola, que foi capaz de esperar até mesmo a recuperação física do discreto jogador, que sentiu uma contusão muscular na coxa direita logo em um dos primeiros amistosos preparativos no Brasil.
Djalma Santos, titular na traumatizante Copa da Suíça e nas difíceis Eliminatórias de 1957, ganhou a oportunidade durante a primeira fase de preparação para a Copa da Suécia, mas não conseguiu demonstrar a Feola uma superioridade nítida sobre o concorrente.
Nos jogos da Europa, De Sordi, parcialmente recuperado, foi conquistando a confiança do treinador. Caprichosamente, o músculo voltou a ratear às vésperas da decisão contra os donos da casa.
‘‘Despertei na manhã daquele domingo com muita ansiedade. Vi que o tempo estava chuvoso, mas mesmo assim saí do quarto do hotel para saber se jogaria. Fui no gramado e quando pisei no chão senti que não daria. Senti muita dor. Fiquei muito frustrado até a hora do jogo. Quando vencemos, esqueci tudo isso e fiquei muito contente’’, relata De Sordi.
‘‘O Djalma jogou muito bem’’, recorda o ex-lateral do São Paulo sem rancores. No histórico pôster do primeiro título mundial da Seleção, Djalma Santos está em pé, de braços cruzados, imortalizado ao lado de toda uma geração que foi capaz de espantar o fantasma de 1950 e de acabar com a fama de perdedora da Seleção. De Sordi, como sempre discreto, aparece apenas nos capítulos anteriores, tão importantes quanto o epílogo que consagrou Djalma Santos. (L.F.M.)

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