Joelho faz Vágner encerrar a carreira
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quarta-feira, 06 de abril de 2005
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O volante londrinense Vágner perdeu a queda de braço com seu joelho esquerdo e vai abandonar a carreria por causa dele. O jogador fez nova cirurgia no local e os médicos constataram que ele não têm condições mais de jogar futebol.
''Não volto (a atuar profissionalmente) por que não tenho condições. Passei por vários médicos e infelizmente, pelo meu joelho, estou largando o futebol'', lamentou o volante.
A cirurgia foi a terceira dele no mesmo joelho. Em 97, ele operou o menisco. No ano passado, fez uma artroscopia para tentar regenerar a cartilagem. Ficou seis meses parado e tentou, sem sucesso, voltar a atuar. A segunda operação foi realizada na Espanha, onde Vágner defendia o Celta de Vigo. ''Lá não há estrutura médica nenhuma. Os clubes são ricos, estruturados, mas neste sentido deixa a desejar'', culpou o jogador.
Na volta ao Brasil, em 2005, depois de cinco anos no futebol espanhol, o volante aceitou uma proposta do Atlético-MG. Depois de dois meses de tratamento e preparação para a volta aos treinos, os médicos constataram que o problema ainda existia. Há duas semanas a nova cirurgia foi feita pelo ortopedista Rodrigo Lasmar. ''A cartilagem ajuda a proteger contra o impacto, e o atrito entre os ossos. Com ela comprometida, a dor é intensa'', explicou o fisioterapeuta mineiro Frederico Carvalho, que veio a Londrina acompanhar a recuperação do volante.
Vágner culpa as constantes infiltrações de quando jogava no Celta pelo problema. ''Elas acabaram com meu joelho'', ressaltou.
Após anunciar o fim da carreira, o jogador quer trocar de lado. Antes, alvo dos jornalistas, agora ele é que quer ser o analista. No meio do ano, vai prestar vestibular para jornalismo e já aceitou um convite de um programa de TV local.
Neste primeiro semestre, o volante deve se dividir entre a família em Londrina e as viagens à Espanha. Ele é casado com uma espanhola e seu filho, Alexandre Correa Nunes o nome foi escolhido em homenagem ao irmão que ele considera como um pai , nasceu em Vigo. Os dois estão com ele em Londrina. ''Dia 25 vou pra lá num casamento de um amigo e para o nascimento de uma sobrinha, filha de um irmão da minha esposa'', contou.
Ele também disse ter recebido algumas propostas para dirigir equipes de garotos, mas não deve aceitar nenhuma. ''Se tiver que ser treinador, quero ser do profissional'', exigiu Vágner, que já tem em quem se espelhar. ''Dos técnicos que tive, o Cabralzinho me marcou. O jogador gosta de coleitvo e ele não fazia. Treinava muito fundamento, tático e chegava no jogo as coisas davam certo''.
Também não descartou a possibilidade de algum cargo de direção. ''Se tiver uma boa proposta de trabalho, com liberdade, por que não?'', afirmou.
Vágner aproveitou para esclarecer a sua curta passagem pelo Galo Mineiro. Alguns jornais chegaram a divulgar que ele recebia R$ 1 mil mensais como salário simbólicos. ''Combinei de ficar três meses lá e não receber nada. Só depois que eu começasse a treinar. Não tem nada disso de R$ 1 mil'', explicou.
Vágner começou a carreira no Arapongas. Lá, foi trocado por bolas e chuteiras com o Paulista de Jundiaí. Passou também por União São João, Vasco, Santos, São Paulo e Celta, além de uma passagem curta pela seleção brasileira.


