Joel usa ofensa a Toró para prevenir atletas do Flamengo
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Folhapress 
Rio - Após a vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre os uruguaios do Huracán, em jogo-treino na Granja Comary, o técnico Joel Santana usou a suposta ofensa do zagueiro Caballero a Toró - que alegou ter sido chamado de ''macaco'' - para prevenir o grupo flamenguista que disputará a Libertadores. ''Vocês vão ouvir essas ofensas o tempo todo na Libertadores. Chamam de negrito, macaquito, mas o que querem é nos desestabilizar, tirar a nossa calma. Vocês não podem cair nessa. Têm que se acostumar com isso'', alertou o treinador.
Depois da partida, Joel se disse aborrecido com a atitude do jogador uruguaio, por se tratar apenas de um jogo-treino. ''Isso não leva a nada. O Uruguai é um país pequenininho e nós temos tudo de bom aqui, num país maravilhoso como o nosso. Não precisamos nos irritar com eles, que sempre criam apelidos e provocam'', rebateu o técnico flamenguista.
Para Joel, o amistoso foi ''apimentado''. ''Se liberasse o público aqui (na Granja), alguém entrava lá e dava um cascudo no uruguaio. Mas valeu para testar nosso trabalho de preparação física. O jogo foi disputado e terminou com nossos jogadores inteiros'', finalizou.
Já o zagueiro Fábio Luciano disse que o grupo está preparado para esse tipo de situação, mas que o caso serve como aprendizado. O experiente zagueiro lembrou de uma experiência com o Corinthians contra o River Plate, na Libertadores de 2003, para alertar contra as ofensas. ''O Kléber (lateral-esquerdo) foi expulso lá, depois de ter sido provocado. O mesmo aconteceu aqui no Morumbi, com o Roger, e o Corinthians foi eliminado na fase de mata-mata'', recordou.
Fábio Luciano foi o autor de um dos gols da vitória de 3 a 0 no jogo-treino. Os outros foram marcados por Renato Augusto e Marcinho.


