Danilo; Ayrton (Maicon Silva), Gilvan, Grolli e Wendell; Germano, Bruno Henrique e Arthur; Wéverton, Neílson e Joel. Juntando os principais jogadores que deixaram o Londrina na gestão SM Sports, é possível reunir um time de respeito como esse. Se por um lado essa escalação imaginária mostra que o Tubarão voltou a fornecer "pé-de-obra" de qualidade ao futebol brasileiro, por outro lado, reúne também exemplos de atletas que forçaram a saída do clube, mas, já longe, não renderam e só conseguiram destaque vestindo a camisa alviceleste. O camaronês Joel é o último da lista a tentar brilhar fora do Tubarão. Tem até dezembro para mostrar serviço no Coritiba e depois, se a transação for confirmada, evoluir no futebol alemão.
Segurar estes jogadores é tarefa difícil para o Londrina enquanto o time estiver na Série D. "É difícil para o jogador. Começam a aparecer ofertas de salários bem maiores do que ele ganha aqui. A cabeça do jogador começa a mudar e se ele (Joel) ficasse aqui aconteceria o que aconteceu com o Wéverton e outros jogadores. Não adianta, o cara está com a cabeça em outro lugar. É um cara que nos ajudou, temos que dar oportunidade e essa é a vida do jogador", resumiu Sérgio Malucelli, gestor do LEC.
A FOLHA fez um apanhado da situação de cada e mostra como anda cada um deles. O goleiro Danilo é um dos destaques do Brasileirão pela Chapecoense. O jogador foi emprestado ao time catarinense na reta final da Série B do Brasileiro no ano passado e foi contratado em definitivo este ano. Se firmou como titular e já desperta o interesse de grandes equipes.
O lateral Ayrton foi emprestado ao Coritiba no segundo semestre de 2012. As boas atuações no Alto da Glória o levaram ao Palmeiras. Não se firmou no Verdão, que o emprestou ao Vitória onde é titular absoluto e vive fazendo seus gols em cobranças de faltas. Maicon Silva, que briga por posição nesta seleção fictícia com Aryton, foi o autor do gol alviceleste na final do Paranaense, depois se transferiu para o Criciúma, clube que ajudou a eliminar na Copa do Brasil também marcando gol. Lá, porém, é reserva.
Gilvan trocou o Londrina pela Ponte Preta antes da parada da Copa do Mundo, mas ainda não se firmou na Macaca. É opção do técnico Guto Ferreira no banco de reservas. Já Grolli, que começou o Paranaense como titular, mas depois foi para o banco após a chegada de Dirceu, é companheiro de Danilo na Chapecoense, clube que o revelou. Ele estava emprestado pelo Grêmio ao Tubarão e não quis continuar no clube para a disputa da Série D. Acertou com o time catarinense no fim de julho e também é opção no banco por lá.
Fechando a defesa, o mais bem sucedido entre os ex-Londrina da "era SM Sports". O lateral esquerdo Wendell teve 65% de seus direitos econômicos vendidos ao Grêmio no fim do ano por R$ 2 milhões. Bastaram oito jogos como titular para os alemães do Bayer Leverkusen se encantarem com seu futebol e pagarem 6,5 milhões de euros (quase R$ 18 milhões na época) por ele. Deste montante, 35% (R$ 6,3 milhões) eram do Tubarão. Wendell é titular da seleção olímpica e é uma das apostas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.
Germano foi emprestado ao Coritiba após a Série D de 2013. No fim do ano, renovou seu contrato com o time coxa-branca. Alternou momentos de titularidade e reserva. No mês passado, fez um golaço no Maracanã que evitou a derrota do Coritiba para o Fluminense pelo Brasileirão.
Bruno Henrique é outro jogador que tinha apalavrado com o Sérgio Malucelli sua saída do clube após o Estadual do ano passado. Foi para a Portuguesa e se tornou rapidamente peça chave da equipe. No final do ano, protagonizou ferrenha disputa entre Corinthians e São Paulo, mas o coração alvinegro falou mais alto e escolheu o Timão. Chegou a ser titular, mas perdeu espaço com a chegada de Petros e Elias. Na quarta-feira, foi titular diante do Bragantino pela Copa do Brasil.
Arthur ainda é o artilheiro do time no ano com dez gols. Após o título estadual, ele saiu para mais uma tentativa de decolar no futebol. Já havia jogado por empréstimo no Paraná, Coritiba e Figueirense e agora está no Flamengo. No entanto, não foi bem nas poucas oportunidades que teve.
No ataque, a sorte não ajudou Wéverton e Neílson. O primeiro foi vendido ao banco BMG no ano passado e emprestado ao América-MG, atuando em 11 jogos sem marcar gols na temporada passada. Em junho, se transferiu para a Portuguesa sem ter entrado em campo ainda em 2014 até então. Na Lusa, jogou algumas partidas, mas também não se destacou ainda.
Já Neílson saiu do Londrina ídolo e artilheiro para defender a Portuguesa junto com Bruno Henrique. Não conseguiu jogar por causa de um problema no joelho. Voltou ao Londrina e não foi nem sombra do N9 de 2013. Forçou sua saída para a Chapecoense. Também não jogou no time catarinense e se transferiu para o Icasa. Lá no time cearense também não teve vida fácil. Ele chegou a tentar um retorno ao Tubarão, que foi negado por Malucelli. "A possibilidade do Neílson voltar é zero".
Resta agora saber em dezembro como será o futuro de Joel.

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