Rio - A suspensão de quatro anos por doping imposta pela Fifa ao atacante Jobson às vésperas da primeira partida da final do Campeonato Carioca caiu como uma bomba no Botafogo. Ontem, o assunto foi tema recorrente nas entrevistas após o treino do time no campo anexo do Engenhão. Todos se solidarizam com o jogador e alguns demonstraram confiança em liberação do atacante para o segundo jogo da decisão.
Jobson chegou a comparecer ao Engenhão, mas acabou liberado da atividade. "Foi surpresa para todos nós. Não tive chance de falar com ele, mas me falaram que os advogados dele estão buscando solução. Espero que tudo se resolva da melhor maneira possível", disse o atacante Rodrigo Pimpão. "Temos que usar isso como motivação. Ele nos ajudou o ano inteiro. Perder um jogador como ele agora... Temos que conquistar o título por ele".
A punição da Fifa foi motivada pela recusa do atacante de ter feito exame antidoping quando estava no Al-Ittihad, da Arábia Saudita, entre 2013 e 2014. E a decisão da entidade presidida por Joseph Blatter é para ter seu cumprimento imediato. Ele havia sido suspenso por quatro anos pelo Comitê Antidoping da Arábia Saudita em abril de 2014, após se recusar a passar por antidoping. A punição, contudo, só valia no país árabe. O caso foi parar na Fifa, que confirmou a pena ao brasileiro.

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