Agência Estado
De São Paulo
Os resultados obtidos pelo atletismo do Brasil nos Jogos Pan-Americanos e no Mundial, mais a medalha de ouro de norte-americano Johnny Gray, de 39 anos, nos 800 metros, também em Winnipeg, deram o ânimo que faltava para que Joaquim Cruz decidisse voltar a competir. Medalha de ouro nos 800 metros na Olimpíada de 1984, em Los Angeles, e prata quatro anos depois, em Seul, o corredor sonha em ser representante do Brasil nos 5 mil metros em Sidney.
‘‘Este ano, os resultados do Brasil deram motivação e me ajudaram a tomar uma decisão que estava amadurecendo desde janeiro’’, afirma Joaquim, de 36 anos. ‘‘Se o Johnny conseguiu, se o Zequinha Barbosa está aí lutando para conseguir índice para ir a Sidney, por que eu também não posso?’’
O corredor, que está afastado do circuito profissional há dois anos, afirma que conserva uma boa forma. ‘‘Estava trabalhando como ‘personal trainer’ e na verdade estava treinando mais do que antes, só que não tinha objetivos.’’ Na programação, Joaquim pretende participar de oito a dez provas de 10 mil e 10 de 5 mil, todas de rua, a maioria nos Estados Unidos. ‘‘Depois vou ver como estarão meus tempos e, se for possível, vou para pista tentar o índice 3m36s80 para os 1.500 ou os 13m29 para os 5 mil.’’
A contusão nos dois tendões de Aquiles, que o perseguiram por anos (o corredor sofreu duas cirurgias em cada) não preocupam. ‘‘Desde 1994 e não sinto mais dores e também tenho usado formas alternativas de treinamento que só usei no fim da minha carreira, como a correr na piscina e correr na grama.’’ Ele vai deixar San Diego para treinar em Albuquerque. ‘‘Pela primeira vez vou me preparar um lugar alto.’’
Para o ex-treinador de Joaquim, Luiz Alberto Oliveira, a idade, mais do que as contusões, deve ser o principal desafio do corredor. ‘

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