A Londrina Júnior Team (LJT), empresa que administra as categorias de base do Londrina Esporte Clube desde fevereiro, enfrenta a primeira crise interna. O estopim foi aceso pelo coordenador-geral da LJT, João Severo, em entrevista à Rádio Paiquerê. Revoltado com a eliminação do time júnior das quartas-de-final do Campeonato Paranaense, Severo criticou o técnico Márcio Alcântara, os jogadores, o coordenador técnico Ariobaldo Frisseli, o Dedé, e até ele mesmo.
''Crise não vai dar não. É um desabafo pessoal porque estou chateado com a situação. O time disputou quatro competições Copa Jacy Scaff, Copa Tribuna, Taça Belo Horizonte e Estadual de Juniores e não chegou (ir à final) em nenhuma delas. Temos jogadores em condições, mas está faltando um pouco mais de dedicação e competência. O time não tem garra, vibração e nem união'', disparou João Severo, à Folha, prometendo levar o assunto a uma reunião na próxima semana.
Segundo ele, a crítica não é reflexo apenas dos resultados negativos em campo. ''O Márcio é meu amigo, sabe minha opinião e me incluo também nas críticas, assim como o Dedé e até o roupeiro. O Márcio deve cobrar mais o time, exigir mais empenho, dedicação, vontade de jogar no Londrina e apresentar um futebol de melhor qualidade.'' Apesar de criticar o técnico, Severo disse que o momento não é para mudanças.
Descansando em Maringá, Márcio Alcântara preferiu abster-se de comentar as declarações dadas por Severo. Alegando não ter ouvido a entrevista e evitando gerar uma polêmica maior, ele disse que o assunto deve ser tema de debate em reunião interna do clube. Márcio frisou, no entanto, que o trabalho de base produziu resultados ao ter dois jogadores convocados para as seleções brasileiras sub-16 (Ademar, meia) e sub-15 (Leandro, meia-atacante) e subir dois atletas para o time profissional (o lateral Dênis e o meia Germano).
Dedé avaliou a situação como ''um momento de reflexão'' e não um sinal de crise. ''Temos de levar para o lado construtivo. Prefiro juntar toda a comissão no processo. Não existe um só culpado. Todos somos co-responsáveis pela situação, mas não é um motivo para desespero nem mudanças. Nem cabe a nós decidir isso. Cabe à diretoria analisar e decidir se quer mudar''. Ele lembrou que o trabalho de reestruturação das categorias de base do LEC está surtindo efeito e que os resultados práticos (títulos) só se conseguem num prazo de 3 a 4 anos. ''Colocamos dois jogadores na seleção, mais dois no profissional e deixamos uma base para o próximo ano. O título é importante mas não pode ser a questão máxima'', defendeu.

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