Chuva, frio e grande expectativa. Esse foi o ‘‘clima’’ que predominou ontem no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, que sediou os campeonatos Pick-Up Racing, na sua terceira etapa, e o Ford Fiesta, exclusivamente feminino, que teve sua estréia no automobilismo nacional. A próxima etapa acontece em Caruaru (PE), no dia 15 de julho.
A primeira largada foi às 13h30 começaram as provas da Pick-Up, que decorreram com tranquilidade, apesar da chuva. Na primeira bateria da prova, a disputa mais acirrada foi entre os pilotos João Campos (RS) e Tazzio Borghesi (PR), que terminaram em primeiro e segundo lugares, respectivamente. Para a segunda bateria, Borghesi fez algumas alterações no carro, como a suspensão traseira para melhorar a saída de curva. ‘‘A mudança é drástica, mas precisamos nos adaptar, pois o motor do Campos é muito forte’’, disse Borghesi. Sem alterar o carro, Campos voltou para as pistas confiante. ‘‘Não vou correr o risco de mexer no meu carro para a segunda bateria e imagino que a pressão sob o Borghesi seja bem maior, já que ele está jogando em casa.’’ No final os dois mantiveram as posições da primeira bateria.
Mulheres na pista O Campeonato Ford Fiesta ocorreu entre as duas baterias do Pick-Up Racing e teve a participação de 16 competidoras. Na hora da largada, às 14h30, a chuva começou a ficar mais forte e na metade da competição a piloto Danuza Moura (PE) desistiu de continuar a corrida por falta de visibilidade na pista. Desde o início da prova, a liderança ficou entre Juliana Carreira (SP) e Maria Cristina Rosito (RS), que chegaram praticamente juntas, com diferença de menos de um segundo entre elas. Após o término da corrida, Rosito pediu revisão de resultado aos comissários de prova, alegando o excesso de batidas propositais de Juliana em seu carro. Pouco tempo depois, a comissão organizadora divulgou como punição a perda de 20 segundos para o resultado de Juliana Carreira, que assim passou para o segundo lugar. Muito irritada, ela falou rapidamente com a imprensa informando que estava abandonando o campeonato e que era uma injustiça o que a comissão havia feito. ‘‘Achei um atitude muito anti-esportiva da parte da Juliana’’, comentou a organizadora do evento, Maria Helena Fittipaldi.

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