Joanna Maranhão bate recorde em SP
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sexta-feira, 25 de junho de 2004
Reportagem Local 
São Paulo - Grande promessa brasileira para os Jogos Olímpicos de Atenas, a pernambucana Joanna Maranhão surpreendeu a todos ao quebrar o recorde sul-americano dos 800m livre ontem no Troféu Júlio de Lamare, equivalente ao Brasileiro Júnior. Joanna marcou o tempo de 8min42s87, batendo assim a marca de 8min43s53, que foi estabelecida por Nayara Ribeiro em 2002.
A atleta admitiu que ficou surpresa com o feito, já que ainda está longe de sua melhor forma, pois está priorizando a preparação para a Olimpíada de Atenas. ''Foi uma grande surpresa. A última vez que nadei fiz 9min e não esperava tudo isso. Ainda não dá para acreditar'', comemorou.
A jovem de 17 anos explicou que a busca por um recorde estava entre seus objetivos no Júlio de Lamare, mas não esperava uma marca no absoluto, mas sim entre as juvenis. ''Estava querendo bater um recorde, mas não no absoluto. Isso eu não esperava nunca, mas eu me senti forte e muito confiante. Quando vi, já era'', disse.
Poucas horas depois, a pernambucana voltou à piscina para disputar as eliminatórias dos 400m medley, prova que nadará em Atenas. ''Tive uma boa performance e sinto que estou muito bem. A competição é importante, pois é minha última antes dos Jogos. Por isso, estou aproveitando ao máximo'', afirmou Joana, uma das maiores esperanças de medalha na natação brasileira em Atenas.
Cotado como uma das maiores esperanças do Brasil em Atenas, o carioca Thiago Pereira buscou o apoio de profissionais de outras áreas para lidar melhor com a pressão, que vem sendo aumentada sobre o nadador nos últimos tempos. Há um mês, Pereira iniciou um trabalho com uma psicóloga para trabalhar a parte psicológica. O nadador de 17 anos despontou no ano passado, quando conquistou prata nos 200m medley e bronze nos 400m medley nos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo.
Com tudo isso, o nadador ganhou os holofotes e passou a ser mais assediado. A nova rotina levou Pereira a procurar a ajuda da psicóloga. ''Ela me ajuda há um mês, trabalhamos pouco tempo, pois logo tive de viajar para a Europa, mas sinto uma melhora pequena'', comentou.


