Joana Cortez é derrotada na estréia no Brasil Open
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2000
Por Chiquinho Leite Moreira 
São Paulo, 15 (AE) - Com dificuldades para manter a concentração e controlar a ansiedade em uma partida importante, a tenista carioca Joana Cortez perdeu a chance de fazer uma boa estréia no Brasil Open - troféu Telesp Celular - hoje no Clube Pinheiros, em São Paulo. Sem jogar o seu bom tênis, caiu diante da norte-americana Holly Parkinson por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4, em 1h20 de jogo. Talentosa, com um golpe de direita invejável, Joana Cortez pagou pela inexperiência. Poucas vezes em sua vida participou de um torneio como o Brasil Open, com premiação superior a US$ 140 mil e válido para o ranking da Associação Feminina de Tênis (WTA).
"Não consegui manter a concentração, especialmente nos momentos mais importantes, na definição dos pontos", reconheceu Cortez, número 281 do mundo, segundo lista divulgada hoje pela WTA. "Errei muito, justamente na minha melhor bola, a direita."
Sua treinadora, a ex-tenista Luciana Tella também culpou a falta de concentração pela derrota de Joana. E até lamentou que a chuva não tenha chegado um pouco antes para poder passar algumas instruções à pupila, o que, talvez, pudesse ter mudado a história do jogo. "A Joana teve muitas chances", afirmou Tella. "Mas deixou escapar a vitória, pois parecia distraída, sem concentração, e não soube se impor diante de uma adversária apenas razoável."
Com a inesperada eliminação na primeira rodada, Cortez e a treinadora Luciana Tella já se preocupavam em refazer planos. A tenista praticamente não jogou este ano e precisa entrar no circuito para ganhar ritmo e experiência. Como seu ranking não é bom, dificilmente conseguirá entrar nos torneios marcados para as próximas semanas na Europa. Por isso, poderá seguir para a China e participar de competições com premiação de US$ 25 mil, em que suas chances seriam maiores de ganhar pontos e prêmios.
Ao deixar a quadra, Joana mostrou que tem o coração dos torcedores e é muito querida. O ex-tenista Armando Vieira, muito pouco conhecido do público, mas um dos poucos brasileiros da história a ter chegado às quartas-de-final de Wimbledon, aproximou-se e, com elegância e educação, pediu licença à treinadora Tella para transmitir alguns conselhos. Disse que em sua carreira aprendeu uma lição: a de sempre fazer com que seus adversários pensasem muito nas jogadas e jamais estivessem tranquilos. Joana prometeu levar isso em consideração.
NUVENS NEGRAS - Além da derrota de Joana, o Brasil Open teve de lamentar hoje mais um dia de chuvas. Para que a programação não ficasse muito prejudicada, os organizadores usaram de um recurso curioso para secar a quadra. Colocaram gasolina e álcool e com fogo em poucos minutos a superfície ficou em condições de jogo.
Nas outras partidas da rodada de hoje, Lenka Nemeckova (República Checa) ganhou de Adriana Serra Zanetti (Itália) por 6/0, 5/7 e 6/3; Angeles Montolio (Espanha) de Ludmila Cervanova (Eslováquia) por 6/2 e 6/2; Emmanuelle Gagliardi (Suíça) de Maria Alejandra Vento (Venezuela) por 6/4 e 6/2; Mariana Diaz-Oliva (Argentina) de Seda Noorlandes (Holanda); e a campeã do ano passado, a colombiana Fabiola Zuluaga venceu Alina Jidkova (Rússia) por 6/3 e 6/3.
A ameaça de chuva prometia atrasar bastante a programação do torneio. Por isso, a estréia de Vanessa Menga diante de Samantha Reeves (EUA) estava para ser transferida para amanhã. Outro jogo esperado é o da cabeça-de-chave número 1, a austríaca Sylvia Plischke, que vai jogar com a espanhola Gisela Riera, a sensação do torneio por jogar com piercing no umbigo.


