JIU-JITSU - As lutas de Mayara
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domingo, 09 de agosto de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Há menos de dois anos treinando e há apenas sete meses competindo, a londrinense Mayara Monteiro, 28 anos, tem se destacado e conseguido resultados expressivos no jiu-jítsu. Em 2015, já foram vários títulos e agora ela quer voos maiores, mas esbarra no grande problema da maioria dos atletas brasileiros: a falta de patrocínio.
No final da semana passada, Mayara foi campeã sul-brasileira da categoria superpesado adulto e terceira no absoluto, na competição realizada em Florianópolis. No final de julho, repetiu os resultados no Internacional Open do Rio de Janeiro. Em junho, na sua primeira disputa na faixa azul, venceu o Open de Curitiba. Em abril, conquistou o título brasileiro da faixa branca. Atualmente, é a 105ª colocada no ranking mundial.
"Estou muito feliz com os resultados, já que estou há apenas dois meses competindo na faixa azul. Acho que é o fruto de muita dedicação e disciplina. Realmente foco no objetivo e vou atrás dele", ressalta Mayara, que conheceu a modalidade pelo irmão. "Me identifiquei com os treinos e as competições. Mudou meu estilo de vida".
O técnico Diego Rossi elogia a evolução da atleta e diz acreditar que ela tem ainda muito potencial. "Em pouco tempo, ela já conseguiu muita coisa. Se aperfeiçoando com o passar do tempo, ela será uma adversária muito difícil de ser batida", aponta o professor da Academia Gracie Barra. "Usamos aqui a mesma metodologia de treinamento que os grandes campeões. Por isso, com apenas dois anos na cidade, já temos atletas com resultados expressivos".
Mayara não diminui a rotina de treinos e se prepara para mais três competições ainda em 2015. O Open de São Paulo, no fim do mês, o Open de Florianópolis, em outubro, e o Campeonato Sul-Americano, que ocorre em novembro, em Barueri-SP. Para o próximo ano, ela que ir além.
"O meu desejo é disputar o Campeonato Europeu, em janeiro, e o Mundial, que será na Califórnia (nos Estados Unidos). Mas, para isso preciso de recursos e patrocinadores. Até agora todos os meus custos foram bancados com dinheiro arrecadado em rifas, festas e promoções. Sempre viajo com o dinheiro contado. Ganhar medalhas se torna até fácil na comparação em ter que buscar os recursos para não parar de lutar", revela a lutadora, que trabalha como promotora de eventos.


