Ele é da mesma geração do atacante Dagoberto no PSTC, onde foi campeão juvenil em 2000. Diz que tudo o que aprendeu agradece a Zequinha, o célebre treinador da garotada. Mas ao invés do jogador do Atlético Paranaense, ainda precisa batalhar dentro de campo para conseguir um bom contrato, ter destaque na mídia e o respeito da torcida.
O londrinense Jhones Marques de Souza, 19 anos, que cresceu jogando bola no campo do Conjunto Maria Cecília (zona norte), é a principal aposta do atual elenco do Tubarão, como definiu o diretor executivo Raul Plassmann.
''Na primeira vez que vi jogar, ele já demonstrou ser um atleta de muito potencial'', comentou o ex-goleiro do Flamengo. O zagueiro vem sendo a unanimidade na comissão técnica e na diretoria. Em termos de badalação, já superou Réferson, a sensação do início da temporada.
No imbróglio entre a Londrina Júnior Team e o profissional sobre quem vai ou não disputar o torneio sub-21 na Itália, o jovem zagueiro vem sendo protagonista nas negociações. O presidente Carlos Alberto Garcia disse que ''se tivesse somente ele para o restante do campeonato'' já ficaria bastante satisfeito.
Até mesmo quando fala da falha grave que cometeu em Apucarana, quando deixou uma bola alta passar por sobre os seus 1m93 e depois viu o atacante Tainha, do Roma, marcar o segundo gol Jhones demonstra confiança e firmeza. ''Foi eu quem falhei, mas acontece''.
Enquanto vira objeto de desejo das duas comissões técnicas, Jhones curte o momento e fato inusitado para um defensor a artilharia do time com dois gols. ''Comecei bem até demais esta temporada. Não esperava isso'', comemora. ''Se viajar para Itália ou permanecer entre os titulares do profissional será ótimo. O que eu quero é jogar'', diz o pós-adolescente, que tem como prioridade dar mais conforto ao pai Avenário, soldador da Companhia Cacique de Café Solúvel, e da mãe Irene, operária da Bratac. (L.F.M)

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