São Paulo - Um dos envolvidos no escândalo que culminou na prisão de dirigentes da Fifa, J.Hawilla, dono da empresa de marketing esportivo Traffic, também prestou contas à Justiça dos Estados Unidos. Ele fez um acordo, se declarou culpado e precisou devolver milhões de dólares às autoridades norte-americanas.
Hawilla assumiu as acusações de extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça, e concordou em restituir US$ 151 milhões (R$ 476 milhões na cotação atual).
Dos US$ 151 milhões de multa, Hawilla já pagou US$ 25 milhões. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o dinheiro está reservado caso as vítimas dos crimes devam ser ressarcidas. Além de J. Hawilla, outros três réus se declararam culpados: Daryll Warner, Daryan Warner e Charles Blazer.

CPI

Após a prisão de José Maria Marin, o senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) afirmou que conseguiu reunir, em menos de duas horas, o número de assinaturas necessárias para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos firmados pela CBF. "Das 27 assinaturas que seria o mínimo, já tenho quase 45. Definitivamente nós esperamos que seja aberta esta CPI aqui no Senado e que a gente desmonte, de uma vez por todas, essa caixa-preta que existe dentro da CBF", disse.
Segundo o senador, o objetivo é investigar todos os contratos da confederação, desde os firmados para a seleção brasileira até os feitos para a realização da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo no Brasil, disputada no ano passado. (A.E.)

mockup