O empresário J. Hawilla criticou ontem pela primeira vez a exclusão de sua agência de marketing do acordo de patrocínio que será firmado entre CBF e AmBev. Em depoimento na CPI da CBF/Nike, na Câmara dos Deputados, em Brasília, Hawilla reclamou que faltou fidelidade a sua empresa, que há mais de dez anos participa como intermediária nos negócios da confederação.
Pelo acordo firmado entre a CBF e a Nike, principal alvo da CPI na Câmara, a Traffic vai faturar, até 2006, US$ 8 milhões.
Por ter sido excluída do negócio envolvendo a Seleção Brasileira e a AmBev (empresa resultado da fusão da Antarctica e da Brahma), que dará à CBF US$ 170 milhões em 17 anos, a agência não terá a participação de 5% a que normalmente tem direito – o equivalente a US$ 8,5 milhões.
A AmBev substitui a Coca-Cola como patrocinadora oficial da seleção. ‘‘Faltou fidelidade com a Traffic, que sempre intermediou os contratos com a CBF. Mas espero que nossa empresa seja chamada pela Ambev para operacionalizar o contrato’’, afirmou aos deputados J. Hawilla.
A CBF, no entanto, não vai aceitar a interferência da Traffic no acordo. A entidade alega que foi procurada diretamente pela AmBev, que vai colocar a logomarca do guaraná Antarctica na camisa do time nacional, e que por isso a agência não receberá nada.

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