O Londrina está há 15 jogos sem vencer fora de casa pela Série B do Campeonato Brasileiro. Oito deles no ano passado, e mais sete na atual temporada São Raimundo (3 a 2), Vila Nova (1 a 0), Náutico (2 a 0), Sport (1 a 1), Joinville (1 a 1), América-MG (1 a 1) e Palmeiras (1 a 0). Foram dez derrotas e cinco empates, aproveitamento de 11,1%.
O jejum de vitórias em território inimigo chega a provocar um certo desconforto em alguns jogadores do time. O volante Dário é um deles. ''O time vem sofrendo uma pressão muito grande para ganhar fora de casa. E a cobrança maior vem da própria imprensa'', dispara o capitão alviceleste. Depois de dois jogos no Estádio do Café, o Londrina volta a jogar fora de casa. Tem compromisso no próximo domingo, contra o América, em Natal.
Embora incomodado com a situação, Dário afirma que o time vai precisar de muito sangue frio se quiser deixar a capital potiguar com um resultado positivo. ''Não vamos jogar para empatar, mas se a gente voltar com um ponto de lá será muito importante. Nós temos um jogo a menos e além de ganhar um ponto, a gente tira dois deles'', ponderou o capitão, que mesmo assim acredita que uma vitória é perfeitamente possível. ''Se o time não tomar gol, tenho certeza que vamos vencer porque nosso ataque está bem afinado, com média de quase dois gols por jogo''.
O meia-ofensivo Valdeir, que foi hostilizado pela torcida ao deixar o campo na vitória diante do Mogi, também sente-se incomodado com o pífio desempenho do time quando atua longe de casa. ''Acho que a cobrança vem mais da gente mesmo, que sabe que está na hora de ganhar um jogo fora. Na minha opinião, o Londrina quase garante uma vaga na próxima fase se vencer o América, porque vamos a 26 pontos e teremos depois mais quatro jogos em casa'', projeta o jogador.
A última vitória foi conquistada no dia 10 de setembro de 2002, 9 rodada da primeira fase. No interior paulista, o LEC derrotou o XV de Piracicaba por 2 a 1, com gols de César e Wesley.
Rocha O meia-defensivo Rocha, que ficou fora do jogo passado, será submetido hoje a um exame de ultra-sonografia que irá avaliar se o hematoma intra-muscular que tem na perna direita desapareceu. ''Ele só será liberado para treinar se o hematona tiver zerado'', afirmou o ortopedista Alexandre Queiroz, que considera muito pouco provável a recuperação física do jogador antes do jogo em Natal. ''O Rocha está há duas semanas parado e acho muito difícil ele jogar''.
Já o atacante Altair passará por uma cirurgia de ligamentos no joelho direito e deve ficar aproximadamente sete meses sem jogar futebol.

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