Jefferson quer vitória do Marrocos
O neto de marroquinos e curitibano Jefferson Ferreira Taques Khaleb, de 29 anos, vai assistir sozinho ao jogo entre Brasil e Marrocos para não provocar a ira dos vizinhos brasileiros torcendo para o time adversário. Até pensei em colocar uma bandeira do Marrocos na janela, mas achei que era perigoso levar uma pedrada e não valia a pena arriscar, comenta.
Khaleb reconhece que irá torcer pelo time mais fraco e disse que não encontrou outros marroquinos na cidade para lhe fazer companhia durante a partida. Tenho cinco irmãos, mas minha família está em São Paulo e em Curitiba ouvi falar que há apenas mais dois marroquinos, mas devem estar perdidos por aí.
Professor de inglês, o descendente de marroquinos prometeu aos alunos que, caso o seu time ganhe, irá à aula vestido com trajes típicos do Marrocos. Apesar disso, ele admite que o melhor resultado para ele seria o empate. Já que o coração tem dois ventrículos, vou torcer com um para cada time. Além disso, a bandeira do Marrocos tem uma grande estrela no meio, forte o suficiente para empatar com as várias estrelas espalhadas na bandeira brasileira, comenta.
Torcida dupla- Outro torcedor que terá o coração dividido durante o jogo de hoje é o marroquino Jalil Sefraoui. Casado com uma curitibana, ele vive em Paris há 20 anos e foi responsável pela montagem e organização do Village Brasil, um espaço para torcedores brasileiros e de outros países, ao lado do estádio de Saint Denis, na França.
Ele tem o coração brasileiro e sempre disse que vai torcer pelo Brasil, observa Heloisa Carneiro, que trabalha na representação da empresa de eventos de Jalil em Curitiba - a Ciims (Commerce International Ingenierie Marketing Services).
Com área de 25 mil metros quadrados, o Village transmite todos os jogos por telão, conta com bares e restaurantes e promove shows e atividades de entretenimento. Hoje, as torcidas brasileira e marroquina devem estar lá e, após o jogo, poderão assistir a um show com a brasileira Nazaré Pereira e outro com o grupo marroquino Sawt El Atlas.Marcelo AlmeidaDo outro ladoO curitibano Jefferson Ferreira Taques, neto de marroquinos: Fiquei com medo de colocar a bandeira na janelaGuilherme Pupo





