A família do jogador Jéfferson começa a ver mais perto uma solução para os problemas de saúde do atleta. Ele é portador de uma doença rara (Síndrome de Beçhet), e enfrenta dificuldades no tratamento. De tão desconhecida que é a doença, a família não encontra médicos especialistas no assunto para tratá-la. A doença é originária da Mesopotâmia, situada na região sudoeste da Ásia, e é auto-imune, atingindo todo o organismo, sendo muito difícil de ser comprovada em exames. Quando o diagnóstico é feito ela já está em fase adiantada.
Jéfferson está com quase todos os movimentos do corpo paralisados e perdeu também a fala. Ele faz sessões de fisioterapia e fonoaudiologia em casa para tentar recuperá-los.
A reportagem publicada na edição de ontem da Folha despertou o interesse de outros veículos de comunicação e, principalmente, de pessoas que já tiverem casos da doença na família e, sensibilizados, querem ajudar o jogador a superar esse problema. É o caso do empresário Sérgio Marrom que convive há 18 anos com a situação. A esposa dele contraiu a doença e hoje, depois de muitas batalhas, está muito bem. Isso graças ao médico de São Paulo, especialista no assunto, Wiliam Habib Chahade, 62 anos. Ele diagnosticou o primeiro caso da doença no Brasil no final da década de 70. ''Já cheguei a colocá-la quase morta no banco traseiro do carro e ir para São Paulo'', recorda Marrom.
O empresário foi prestar a sua solidariedade à família ontem à tarde e forneceu o endereço e telefone do médico para que a família do jogador entre em contato. A esposa de Jéfferson, Adriana Oltramari da Silva, recebeu muito bem a notícia. ''Isso aumentou a nossa esperança. Estamos fazendo uma corrente de oração todos os dias às 17 horas, e desde que a iniciamos Deus começou a nos iluminar. A imprensa e pessoas diversas nos procuraram com a intenção de nos ajudar'', desabafou Adriana.

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