Jeep Raid une aventura e interação
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Chamar uma competição como a Copa Norte de Jeep Raid que aconteceu ontem em Londrina só de ''Off-Road'' é não fazer jus à batalha que é travada entre piloto, navegador, máquina e natureza. No percurso de cerca de 70 km literalmente fora de qualquer estrada que pudesse ser considerada minimamente transitável, os ''jipeiros'' mostraram habilidade e paixão pelo esporte e espantaram a calmaria característica dos domingos na roça.
Ao todo, perto de 60 duplas participaram da última das oito etapas que formaram a Copa Norte, uma das mais tradicionais de competições do gênero da região, com mais de duas décadas de história. Segundo o nosso guia e um dos membros da organização da prova, Daniel Castanho, as equipes estavam divididas em A - os mais experientes -, B - intermediária - e G - gaiolas, ou ''doidos varridos''. Antes da largada, carros e pilotos aproveitam o momento para dar uma olhada no mapa de navegação e fazer os últimos acertos nos carros. A novidade da prova foi o uso do rastreamento por GPS, o que trouxe mais dificuldade aos participantes.
Mas quando as máquinas deixam o asfalto e caem na estrada de terra, o ''bicho pega'' porque, numa prova de regularidade como esta, o importante é ter concentração para não errar o percurso, ser bruto para vencer atoleiros e trechos que passam longe da expressão ''estrada''. ''Numa prova como esta, o navegador manda muito mais que o piloto'', ensinou o bicampeão na categoria ''Gaiolas'', o mecânico apucaranense, Isaias Ferreira, que tem o filho Fernando na navegação.
Na categoria A, os líderes eram o empresário Marcos Donadon, piloto, e o engenheiro Plínio Bérgamo, navegador, ambos de Arapongas. Juntos somam 12 participações na Copa Norte e três títulos. ''Navegador é um sujeito que não serve para nada. Tudo que a gente fala para o piloto ele faz o contrário. Quando acerta é porque ele é bom, quando erra é porque o navegador não presta'', brincou Bérgamo.
Brincadeiras à parte, o ronco dos motores e a loucura das equipes chamaram a atenção dos moradores dos sítios da Zona Sul de Londrina. Entre uma pincelada e outra na casa que ela mesma pintava, a agricultora Vanira Fernandes, 51, dava uma espiadinha na estrada para ver os carros passando. ''Quando tem movimento a gente acaba se distraindo e não se sente tão sozinho'', comemorou ao lado da neta, Karina, de 7 anos. Os carneiros, perus, galinhas e os cães do agricultor Geraldo Batista, também estranharam a barulheira. ''A gente gosta muito mas quem se diverte mesmo é a criançada'', disse Batista, animado com a movimentação do domingo.


