Divulgação/ZDLO piloto Jean Azevedo, da BR Lubrax, durante etapa do Rali Dacar-Agades-Dacar no deserto da África

Obrigado a mudar de categoria, em razão de trocar o motor de sua moto KTM 620 cc, depois de ter o pistão furado durante a sétima etapa, o piloto Jean Azevedo, da equipe BR Lubrax, está se destacando no Rali Dacar-Agades-Dacar, na categoria Produção, que permite alterações nos veículos. Ontem ele venceu a categoria e ficou em sétimo na Geral. André, irmão de Jean, terminou em quarto na Maratona e em 18º na Geral. Após a nona etapa, Jean assumiu a vice-liderança na Produção, sendo o 20º na Geral, enquanto André mantém a quarta posição na Maratona e a 18ª colocação na Geral.
Mesmo mudando de categoria, Jean acumula os tempos da Maratona, onde venceu três etapas e foi vice em outra. ‘‘Saímos do Brasil sabendo que os problemas iriam acontecer. É uma pena, pois estava me dando bem. Como na Maratona não podemos fazer alterações, a única solução foi mudar de categoria para continuar na prova’’, disse Jean.
Nos Carros, a dupla Klever Kolberg e João Lara Mesquita continua fazendo uma prova de recuperação. Largou em 56º lugar, ultrapassou 16 concorrentes e terminou o dia na 40º posição e em nono na Maratona. Após os nove dias de rali, a dupla BR Lubrax está em décimo na Maratona e 52º na Geral.
A nona etapa, de Agades a Oclan, que seria de 460 km teve o percurso alterado pela TSO (Thierry Sabine Organization) para dar maior segurança aos competidores e evitar problemas com os tuaregues rebeldes. Seguindo as orientações dos militares locais, a TSO retirou do percurso o trecho que passaria por Air, região dominada pelos tuaregues, diminuindo a etapa para 327 km. ‘‘Não houve nenhum problema durante o dia, mas eles (a organização) acharam por bem poupar todo mundo de qualquer acidente mais grave’’, explicou André.
O 19º Rali Dacar-Agades-Dacar completa hoje sua décima etapa, percorrendo 537 km entre Oclan, no Níger, e Kindal, no Mali, onde o trabalho dos navegadores decidirá a etapa. Dos 8.518 km da prova, já foram percorridos 5.176 km.
Segundo João Lara Mesquita, navegador do Mitsubishi Pajero, praticamente não existem referências nos primeiros 400 km.

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