Jean Azevedo confirmou o favoritismo e venceu com extrema facilidade a principal categoria da 3ª etapa da Copa ASW de Cross Country, espécie de Campeonato Paranaense da categoria, ontem pela manhã na Fazenda Refúgio, zona sul, a 8 quilômetros do centro de Londrina.
Um dos mais conhecidos competidores de ralis em moto do País – já participou com destaque de várias edições do Paris-Dacar (o mais famoso do mundo) e venceu a última edição do Rali dos Sertões –, Azevedo participou como piloto convidado do Trail Clube de Londrina na categoria acima de 220 cilindradas. Foi a primeira vez que o piloto paulista competiu no Paraná.
Competindo com uma Yamaha 400 cilindradas, o londrinense Franco Fracaroli ficou com a segunda colocação na prova, garantindo a liderança do campeonato. Elias Folly, com uma Yamaha 250, sofreu um leve acidente e foi o terceiro. Fernando Albuquerque, líder do campeonato antes da etapa de ontem, recebeu a bandeirada apenas na 7ª posição e caiu para 3º na classificação geral. O outro piloto convidado, o paulista Eduardo Teixeira, obteve o quarto lugar.
Na categoria até 220 cilindradas, venceu o também londrinense José Mendes com uma Yamaha 125. Nas outras duas categorias os vencedores foram competidores da casa. Na categoria Nacional Livre, Manoel Cruz Malassisse, com uma Yamaha DT 200, ficou em primeiro. Também com uma DT 200, Sérgio Scalone levou a melhor na Categoria Estreantes.
Misto de enduro e motocross, o cross country é disputado em pista natural e de longo percurso. Há décadas, é uma modalidade muito difundida nos Estados Unidos. No Brasil, começou a ser praticada há quatro anos. Têm provas em apenas três estados: além do Paraná, em Minas Gerais e São Paulo. Mas o crescimento no número de praticantes está chamando a atenção da Confederação Brasileira de Motociclismo, que no ano que vem deve promover o primeiro circuito nacional. Segundo Laerte Lima Pradal, um dos organizadores da prova, presidente do Trail Clube de Londrina e diretor técnico da Federação Paranaense de Motovelocidade, Londrina deverá ser incluído no calendário desta primeira edição.
No cross country, os competidores não dispõe de equipamento de navegação. Chegam a alcançar 100 quilômetros por hora e resistir durante duas horas (mais uma volta) a uma constante trepidação com solavancos bruscos. A sinalização é feita com placas e faixas. Na prova de ontem, os pilotos percorreram trilhas usadas pelo gado – um pouco alargadas para permitir ultrapassagem. Durante os 7,3 mil metros do circuito, os 48 pilotos tiveram que atravessar dois riachos e obstáculos como barrancos íngremes, pedras e galhagem.
Satisfeito com a organização da prova, a estrela Jean Azevedo homenageou os pais e as crianças que assistiram à etapa. Ele cedeu sua Gas Gas (a mesma moto espanhola em que competiu no Rali dos Sertões) aos expectadores, que se divertiram em breves test-drives.
Até o final do ano, Azevedo – que usou a prova de ontem para se preparar para o Six Days (o Mundial da categoria que este ano será realizado na Espanha reunindo os maiores pilotos do mundo) – deve voltar a Londrina para ministrar um curso de pilotagem de motos, provavelmente em setembro.

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