Jaqueline: 'Não sabia que eu era tão querida'
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Agência Estado 
Guadalajara - Ainda com o colar cervical, Jaqueline falou ontem com a imprensa pela primeira vez após o acidente que a tirou dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Bastante emocionada com o apoio recebido dos brasileiros, a ponteira da seleção brasileira feminina de vôlei chegou às lágrimas ao comentar sobre o ano difícil que vem enfrentando e da preocupação em tranquilizar a família.
Apesar da emoção, Jaqueline fez piada antes de deixar a entrevista coletiva realizada no Hospital Real San José, em Zapopan (região metropolitana de Guadalajara), onde realizou novos exames nesta terça-feira - ela já tinha passado a noite no local, em observação, após o acidente ocorrido no sábado. ''Vou só limpar as lágrimas para tentar sair daqui bonitinha, porque ninguém merece'', afirmou.
''Não é fácil passar pelo o que eu passei, pelo que eu estou passando'', disse a jogadora, que neste ano passou por uma cirurgia no joelho esquerdo, uma gravidez encerrada com um aborto espontâneo e, agora, a lesão na coluna cervical, ocorrida durante a estreia do Brasil no Pan, sábado à noite, contra a República Dominicana. ''Quero falar para quem está no Brasil, porque sei que a repercussão muito grande, que eu não sabia que eu era tão querida. Eu estou muito feliz, apesar de tudo o que estou passando na minha vida.''
Jaqueline deve ficar pelo menos seis semanas em repouso e com o colar cervical. ''Este colar é o remédio dela'', explicou Julio Nardelli, médico da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). ''É isso o que ela tem que usar para que o ligamento cicatrize direitinho. É inconveniente, é chato, incomoda, tem até que dormir com ele.''


