Depois do fracasso em sua primeira participação em Copas do Mundo, na França, em 98, quando chegou em penúltimo lugar, o Japão, como co-anfitrião da Copa de 2002, preparou-se para não fazer feio perante sua torcida. Com seu talento inato para organização, os japoneses aproveitaram-se da lição recebida na Europa e passaram os últimos quatro anos esmerando-se para pelo menos passar da primeira fase nesta competição em casa. Inicialmente, contrataram craques e técnicos do exterior para sua J-League e aumentaram o intercâmbio com o futebol internacional. Em seguida, trouxeram o treinador francês Philippe Troussier, com longa experiência em seleções da África, para dirigir sua equipe nacional.
Dois jogadores da atual seleção japonesa jogam no exterior: os meias Ono, no Feyenoord holandês; e Hidetoshi Nakata, o craque do time, no Parma da Itália. O grupo H, com Bélgica, Rússia e Tunísia, não é dos mais duros, e o Japão, então, pode atingir seus objetivos. Se chegar em primeiro de seu grupo, enfrentará nas oitavas o segundo colocado do grupo do Brasil. A partida desta terça-feira mostrará se a lição foi bem aprendida.
Já a Bélgica não tem um time de maior categoria desde a Copa de 86, com a geração de Scifo, Gerets e Ceuleman, craques que arrebataram o quarto lugar naquela Copa realizada no México. De qualquer forma, os belgas estão orgulhosos de participarem de sua sexta Copa consecutiva.




EM SAITAMA
JAPÃO
Narazaki; Hattori, Morioka, Matsuda e K. Nakata; Morishima, H. Nakata, Inamoto e Ono; Nishizawa e Suzuki. Técnico: Philipe Trousssier
BÉLGICA
De Vlieger; Deflandre, Van Buyten, De Boeck e Van Kerckhoven; Mbo Mpenza, Simons, Walem e Goor; Wilmots e Verheyen. Técnico: Robert Waisege
Árbitro: William Mattus (Costa Rica)
Estádio: Saitama (Japão)
Horário: 6 horas (de Brasília)

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