São Paulo - A escolha de Enio Vecchi para treinar a seleção brasileira feminina de basquete deu mais força à ex-jogadora Janeth na comissão técnica. Como Vecchi fez toda sua carreira como técnico de times masculinos, inclusive da seleção adulta no Mundial de 1994, caberá a Janeth mantê-lo informado do cenário feminino atual.
Janeth abandonou as quadras há três anos, após o Pan do Rio, e em 2010 iniciou a carreira como treinadora da seleção sub-15 feminina.
Ela também foi auxiliar técnica do espanhol Carlos Colinas no Mundial adulto, na República Tcheca, em setembro, quando o Brasil amargou a nona colocação.
Após Colinas se recusar a continuar no cargo, Janeth foi a escolhida por Hortência Marcari, diretora do basquete feminino da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), para assumir o posto.
Janeth declinou do convite de Hortência por não considerar a sua hora de comandar o time principal. Porém foi consultada quando o nome de Vecchi começou a circular na direção da CBB.
Com a anuência da ex-jogadora, o treinador foi procurado e, posteriormente, confirmado no cargo até 2012. ''A Janeth falou muito bem dele, eles se conhecem desses workshops de basquete'', contou Hortência. ''Ela (Janeth) será fundamental para o trabalho do Enio, que terá de trocar ideias com a Janeth'', explicou a dirigente.
Vecchi entendeu a mensagem e adotou discurso quase idêntico ao de Hortência. ''Janeth será importante no relacionamento com as atletas, porque elas já se conhecem'', citou o técnico. ''Ela será meu braço direito. Não me preocupo com a função exata da Janeth, o importante é contar com o olho técnico dela'', disse Vecchi.
A ex-jogadora prefere não potencializar sua importância. ''Enio está no meio há muito tempo, eu só vou passar para ele o comportamento de cada atleta, o que é normal'', informou Janeth.
Demitido do Ourinhos, o técnico Urubatan Paccini foi confirmado como auxiliar de Vecchi e Janeth na seleção.

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