Janeth brilha, mas Brasil perde para a Austrália
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domingo, 17 de setembro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Apesar do bom desempenho da ala Janeth, a seleção brasileira amargou a segunda derrota no Mundial feminino de basquete ao ser superada, na manhã de ontem, pela Austrália por 82 a 73, pela segunda fase do torneio. O confronto foi disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e contou com boa participação da torcida brasileira.
Ao contrário da vitória sobre a Lituânia, no sábado, a equipe comandada pelo técnico Antonio Carlos Barbosa voltou a apresentar sucessivos erros na marcação e foi inferior na disputa dos rebotes (27 contra 35 das australianas). Mesmo com a derrota, o Brasil ainda tem chances de se classificar às quartas-de-final do Mundial. Para isso, precisa superar o Canadá, hoje, às 15h15, também na capital paulista.
Janeth terminou a partida com 22 pontos, sendo a cestinha da equipe nacional. Nos jogos anteriores, a veterana ala de 37 anos não esteve bem e entrou em quadra neste domingo com média de 12,3 pontos (21,2% de aproveitamento).
''Se formos analisar em termos de pontos, preferiria ter anotado o mesmo número de cestas das últimas partidas e ver o Brasil ganhar. Para o ego (ser cestinha) é bom, mas sempre fui uma jogadora de equipe, que prioriza o coletivo'', disse Janeth. ''Já que voltei a jogar bem, espero que a seleção também entre neste ritmo para podermos vencer as canadenses'', acrescentou.
No confronto de ontem, a estrela da australiana Penny Taylor voltou a brilhar e a ala acabou a partida como a maior pontuadora, com 27 pontos. A pivô Lauren Jackson também se destacou ao conseguir um double-double (dois dígitos em dois fundamentos), com 21 pontos e 13 rebotes.
As australianas, que foram medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e bronze nos dois últimos Mundiais (China-2002 e Alemanha-1998), seguem invictas na competição, com cinco vitórias.
Ao término da partida, as brasileiras reclamaram muitos dos juízes Philippe Leemann (SUI), Matej Boltauzer (SLO) e Susan Blauch (EUA). Já a pivô Alessandra preferiu elogiar as adversárias. ''Elas jogaram tudo que podiam e o que não podiam. Não dá nem para explicar, até brinquei com a Penny Taylor ao perguntar se ela não poderia ter deixado para fazer isso em outro dia'', disse a jogadora, que fez 16 pontos na partida.


