O episódio ganhou dimensões exageradas. Jamur, o ex-lateral direito do Londrina, negociou sim com o Santa Cruz, de Recife, mas, segundo ele, não teve intenção de enganar ninguém do Tubarão. Na última semana, o jogador pediu para deixar o clube dizendo que não tinha cabeça para conciliar o trabalho com alguns problemas particulares a desmotivação na Copa Sesquicentenário também pesou na decisão. No dia seguinte, assinou a rescisão e recebeu de volta seus direitos federativos.
''Quando o Londrina me chamou para acertar, a diretoria deixou claro que eu podia negociar com qualquer clube. Os direitos eram realmente do clube (dois empresários), mas depois do Paranaense, eles disseram que me dariam um carro em agosto. Só que a situação estava difícil para todo mundo, então decidiram devolver meus direitos no final do ano'', disse o jogador.
A proposta da equipe pernambucana surgiu cinco dias após seu desligamento do Tubarão. ''No domingo à noite, recebi uma ligação do presidente do clube. Chegamos rápido num acerto porque a proposta pra mim foi muito boa. Vou ganhar duas vezes mais do que ganhava aqui na Série B. Além disso, não queria ficar desempregado neste fim de ano. Tenho família para cuidar'', disse o lateral, que completa amanhã 28 anos. ''Foi um presente de Natal antecipado''.
Jamur, que se apresenta no Arruda, em janeiro, para o Campeonato Pernambucano, avaliou de forma positiva sua passagem pelo Londrina. ''Acho que fiquei na média, dois campeonatos bons e um regular'', disse o jogador, que marcou seis gols com a camisa 2 do Tubarão. Sua melhor fase aconteceu no Série B do ano passado, quando sua especialidade em lances de bola parada foi a principal arma da defensiva equipe do técnico Ivair Cenci. ''Só tenho a agradecer a todos que me ajudaram aqui. Ganhei até um prêmio de melhor lateral do Estado. Foi um experiência boa, e deixo o clube com o dever cumprido, com a cabeça erguida, não tenho mágoas de ninguém, nem de torcedores, diretores ou jogadores'', afirmou.

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