Rio de Janeiro - Jair Rosa Pinto dispensava as formalidades e era capaz de encerrar uma conversa de botequim se alguém lhe chamasse Jair da Rosa. ''Não tem o 'da' entre Jair e Rosa. Isso me persegue a vida toda'', costumava reclamar. Um dos jogadores mais talentosos de sua geração, Jair gostava de falar de futebol. Mas com uma ressalva: nada que lembrasse o triunfo do Uruguai sobre o Brasil na decisão da Copa do Mundo de 1950.
''Vamos deixar isso para trás. É muito triste'', disse, às vésperas de completar 84 anos, data comemorada em 21 de março com a família. Ele esteve em campo, naquela jornada sombria para milhares de torcedores brasileiros que deixaram o Maracanã em estado de choque.
O ex-craque de Palmeiras, Santos e Vasco era um defensor intransigente de seus colegas de profissão. Não hesitava em criticar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo ''descaso'' com jogadores de outras épocas.
O ex-jogador, de 84 anos, morreu na madrugada de ontem, vítima de embolia pulmonar. Ele estava internado no Hospital da Lagoa, no Rio, depois de sofrer crise de insuficiência respiratória.

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