Em menos de um mês, o ponta-esquerda Jair, da equipe de handebol de Londrina, viveu duas situações antagônicas na carreira. Na quinzena final de agosto, disputou a Olímpiada de Atenas com a seleção brasileira. Duas semanas depois estava em Foz do Iguaçu para defender Londrina nos 47º Jogos Abertos do Paraná (Jap's). O maringaense é o único dos 25 paranaenses que foram à capital grega a disputar a competição.
Ele concorda que o nível técnico está muito baixo, mas mesmo assim encontra motivação. ''É difícil. O nível está caindo cada vez mais e fica difícil até de jogar num nível desses. Mas você está com seu time, sua galera e isso me motiva'', observou o jogador, que admite que as partidas dos JAP's são treinos de luxo preparatórios para a Liga Nacional.
Para Jair, as prefeituras são as principais culpadas pela queda na qualidade das disputas, não preparando projetos específicos para o crescimento esportivo delas. ''Falta incentivo. Não é como era antigamente. As prefeituras estão deixando de lado os JAP's.''
Mesmo tendo acabo de chegar de Atenas, o ponta esquerda não quis saber de pedir dispensa dos Jogos e tirar uma folga até voltar aos trabalhos pesados visando a competição nacional. ''Nunca penso em me poupar dos jogos. Fui contratado para jogar e vou jogar, seja o que for'', justificou.
Jair ajudou a seleção brasileira a conquistar a décima posição na Olimpíada, a melhor da história. O ponta-esquerda jogou por 12 anos em Maringá e disputará sua primeira Liga Nacional por Londrina este ano. (T.M.)

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