Jadson voltou ao Brasil no início do ano passado não só para ficar perto da família, que mora em Londrina, ou para passar menos frio do que na gelada Ucrânia. Ele trocou o Shakhtar Donetsk e a idolatria que os torcedores ucranianos têm por ele pelo São Paulo com um objetivo fixo: voltar à seleção e disputar a Copa de 2014. Um ano e meio depois ele pode se orgulhar e dizer que a decisão foi certa. É o melhor jogador do São Paulo e conseguiu convencer o técnico Luis Felipe Scolari a deixar nomes como Kaká e Ronaldinho Gaúcho para trás e levá-lo para a Copa das Confederações.
O camisa 10 do São Paulo estreou na seleção brasileira na era Mano Menezes e ainda quando defendia o time ucraniano. Participou da campanha pífia da Seleção na Copa América da Argentina e foi esquecido pelo ex-treinador, que era constantemente criticado por convocar atletas do Leste Europeu. Agora, em boa fase no Tricolor, e mais conhecido no Brasil, tem a chance de mostrar que pode sim vestir a amarelinha. "Fui convocado a primeira vez quando estava no Shakhtar e foi muito difícil. É complicado jogar sem o pessoal te conhecer, principalmente a imprensa", lembrou. "Quando voltei ao Brasil, coloquei a meta de voltar à Seleção. Tive duas oportunidades, contra Bolívia e Chile, e consegui boas atuações. O Felipão gostou da minha performance e consegui essa oportunidade de disputar a Copa das Confederações. Estou muito feliz com esta competição importante na minha vida. Vou trabalhar muito para, se tiver uma chance, ajudar a seleção brasileira", disse o jogador londrinense.
Jadson mantém o discurso de que ainda não é hora de sonhar com a Copa do Mundo. Mas não é segredo que a Copa das Confederações pode ser, sim, o vestibular para o Mundial do ano que vem, no Brasil. Um bom desempenho pode garantir a confiança de Scolari e significar o carimbo no passaporte. "Ainda falta um ano, é cedo. (A convocação) Vai depender muito dos resultados, das atuações. Tomara que a nossa seleção seja campeã e que eu possa ter oportunidades e mostrar meu futebol. Um bom rendimento no São Paulo durante a temporada, conseguindo títulos, também ajuda bastante", elencou o camisa 10 do Tricolor, que briga com Oscar, do Chelsea, pelo mesmo número de camisa na seleção. "Ah, isso eu deixo para o Felipão", esquivou-se.
Ontem, ele pôde matar a saudade de jogar em Londrina e também receber o calor do são-paulino que aqui mora. Ele foi o jogador mais assediado antes e depois do amistoso que o São Paulo fez com o Londrina, no Estádio do Café. "Depois de sete anos no Shakhtar consegui deixar meu nome marcado na Ucrânia. Decidi voltar para o Brasil para o pessoal me conhecer melhor. A readaptação foi difícil, mas depois fui pegando o jeito do futebol brasileiro novamente. É um desafio jogar em uma grande equipe como o São Paulo, que vinha de jejum de títulos, mas no primeiro ano consegui ser campeão da Sul Americana", concluiu.

mockup