Los Cardales - Principal surpresa do técnico Mano Menezes no empate com o Paraguai e autor do primeiro gol brasileiro no confronto, o meia Jadson deve ser mantido no time para o jogo decisivo de quarta-feira, contra o Equador, que pode selar a classificação para a próxima fase ou então decretar o vexame brasileiro com uma eliminação na primeira fase. O treinador da Seleção elogiou o londrinense ontem e sinalizou que ele deve iniciar jogando.
Apesar do gol e da melhora no meio-campo com ele entre os titulares, o jogador do Shakhtar Donetsk é muito questionado. Há um apelo pela entrada de Lucas. O lobby pelo são-paulino, porém, não comoveu o comandante. ''Os jogos vão mostrando as necessidades, mas não vamos transformar o Jadson em pivô de formação da Seleção. Só penso que, na ânsia de ver uns, você acaba depreciando outros, independentemente de Jadson, Lucas, ou quem quer que seja. Vale lembrar que o Jadson foi o meia brasileiro que mais longe chegou na última edição da Champions League com sua equipe'', ressaltou Mano, justificando a escolha.
O treinador acredita que com Jadson no time, ele ganha mais uma opção de armação, deixando Ganso menos sobrecarregado na função. ''Por isso que ele faz parte desse grupo, para compartilhar essa questão de armação. Ele entrou em uma situação que entendíamos que seria positivo, pois precisávamos de algo diferente'', disse Mano.
Ontem, no treinamento dos reservas, Robinho esteve em campo ao lado de Jadson, mas com um semblante menos carrancudo do que no sábado. Após o empate, o então intocável se recusou a dar entrevistas, visivelmente insatisfeito por não ter entrado, nem no decorrer da partida. ''Não acho que um atleta tenha que ficar satisfeito do time. Entendo que o Robinho se recolha um pouco, que se proteja. Não vejo nada absurdo na postura dele. Isso é algo individual. Cabe a nós respeitar'', comentou Mano.
Mano garantiu que não mudou a formação diante do Paraguai por causa da má fase de Robinho, mas pela postura que esperava do rival. ''O Robinho não é um armador. Se eu tivesse dado essa incumbência, estaria prejudicando o Brasil e ele próprio'', afirmou.
Mano também saiu em defesa de Neymar, vaiado de forma contundente pela torcida em Córdoba. ''Considero o Neymar um dos grandes promissores que temos no futebol brasileiro hoje. Uma realidade no seu clube, o Santos, e que se colocou como realidade nos primeiros amistosos da Seleção. Agora enfrenta uma competição mais dura pela primeira vez, juntamente com nós todos.''

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