Jadson curte melhor momento da carreira
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O sorriso não quer sair do rosto. Também pudera. Não é sempre que se conquista um título europeu de futebol, ainda por cima marcando o gol da vitória. Jadson, 26 anos, ainda curte a recente conquista. Com um gol dele na prorrogação, o Shakhtar Donetsk bateu o Werder Bremen por 2 a 1, no último dia 20 de maio, e ficou com o título da Copa Uefa. De férias em Londrina, ele resume o que significou seu mais importante gol na carreira: ''É uma recompensa por tudo o que sofri para chegar onde cheguei''.
Revelado pelo PSTC, Jadson viu um filme passar em sua mente no momento do gol. Um filme de um menino de origem humilde, que venceu na vida através da bola. ''Lembrei do começo, como foi difícil, as barreiras que superei. O gol foi uma realização, uma recompensa por tudo o que fiz e sofri'', desabafou, enquanto mostrava suas habilidades de pai com o pequeno e estiloso Matheus, de dois anos, nos braços.
O gol e a conquista são dois novos motivos para Jadson dizer não para quem liga do Brasil tentando convencê-lo a voltar - no fim do ano, Santos, Fluminense e Flamengo tentaram repatriar o jogador. Tem ambições grandes, como jogar em um dos gigantes europeus e conquistar espaço na seleção brasileira. ''Estou feliz na Ucrânia e há muitas especulações, mas não penso em voltar. Tenho um sonho de jogar em um grande centro da Europa, com chances de brigar forte na Champions League'', disse.
Mais difícil do que convencer Jadson a voltar é convencer o presidente do clube, Rinat Akhmetov, considerado o homem mais rico da Europa, a vendê-lo. ''O clube não precisa se desfazer de jogador para manter as finanças em dia. Então, é difícil dele vender alguém''.
Com o título da Uefa, ele acredita que o futebol ucraniano pode aparecer mais. Do contrário, tem a consciência de que dificilmente terá chances na seleção. ''Jogando na Ucrânia é meio complicado para aparecer e chegar à seleção. Ainda mais que há muitos jogadores de nome na posição. Quem sabe essa conquista abra a porta para mim e para outros brasileiros'', projetou.
Além de Jadson, o lateral Ilsinho, os meias Willian e Fernandinho e o atacante Luís Adriano completam a legião verde amarela do Shakhtar. Fernandinho é o grande parceiro de Jadson. Os dois começaram juntos no PSTC, foram juntos para o Atlético e depois para a Ucrânia. ''São nove anos de convivência. Passamos coisas boas e coisas ruins juntos'', contou.
Os dois se reúnem sempre junto com outros brasileiros para fazer jantares, almoços e cultos evangélicos. ''Isso nos ajuda muito a ficar lá, ganhar força para uperar a distância'', apontou o meia, que ontem presenteou o prefeito de Londrina, Barbosa Neto, com uma camisa do time ucraniano.
Nestes quatro anos de Ucrânia, além dos títulos nacionais e da Uefa, Jadson colecionou causos para contar. Desde dedo congelado pelo frio de -15 graus até o repertório de imitações de animais. Quem conta é a esposa dele, Renata. ''Fomos jantar e pedimos um bife. O garçon entendeu, mas queria saber se era bife de carne de boi, de porco, de frango. Então o Jadson teve que fazer 'muuu' e imitar uma vaca. Outra vez fomos comprar carne de porco no mercado e fomos consultar uma senhora. Para ela entender, o Jadson imitou um porco'', contou Renata em meio a risos.


