Jadson confirma desejo de deixar Shakhtar
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
O londrinense Jadson já fez sua previsão para o futuro. Vai deixar o Shakhtar Donetsk, clube que defendeu pelas últimas sete temporadas. Ele só não sabe o destino ainda. Mas as chances de trocar o frio congelante da Ucrânia pela garoa paulistana são bem grandes.
Jadson é um dos grandes desejos da diretoria do São Paulo para 2012. O time do Morumbi, porém, tem a concorrência do mercado inglês - o Arsenal é forte concorrente. Se o destino vai ser o Morumbi ou a Emirates Arena, ele não se preocupa. O que quer mesmo é mudar de ares. ''Olha, se vou ficar na Europa ou se volto para o Brasil eu não sei. O que sei é que pretendo sair do Shakhtar, mudar de ares, tentar novos objetivos'', afirmou o jogador, que passa férias em sua chácara em Cambé.
Jadson procura não se envolver nas negociações. Deixa tudo nas mãos dos empresários. ''Já aconteceu de eu participar, a negociação não dar certo e me deixar frustrado. A gente se empolga e depois não dá certo, por isso, prefiro deixar nas mãos deles'', comentou o meia, que não confirmou a sondagem tricolor.
Jadson teve uma temporada de altos e baixos. O primeiro semestre foi muito bom para o jogador. Foi o maestro do Shakhtar na melhor campanha do clube na história da Liga dos Campeões, quando foi eliminado pelo Barcelona nas quartas de final. Daquele jogo, ele guarda uma jóia rara: a camisa 10 de Messi, trocada por ele com o astro argentino. ''Esta é marcante. O Messi é hoje o melhor jogador do mundo'', afirma, mostrando a camisa com orgulho.
A boa campanha na competição rendeu ao meia seguidas convocações para a seleção brasileira. Ganhou a mística camisa 10 que foi de Pelé, participou do jogo de despedida de Ronaldo e integrou o grupo que disputou a Copa América. Jadson marcou um dos gols brasileiros do empate com o Paraguai, pela primeira fase.
Escolher destes três momentos qual foi o mais emocionante é difícil para o jogador. ''Acho que os três'', resumiu.
Já no segundo semestre a fase foi muito ruim. O Shakhtar terminou a fase de grupos da Liga dos Campeões na lanterna, Mano Menezes nunca mais o convocou e o Atlético Paranaense, clube que foi revelado e para quem tem certa simpatia, foi rebaixado.
''Foi uma experiência boa ir para a seleção. Foi meu melhor momento na carreira, mas faltou um pouco de sorte (para o Brasil) e isso ajudou o Mano a trocar os jogadores e fazer mais experiências'', apontou.
Ele espera que 2012, com a possível transferência, a boa fase volte, asim como a chance de defender a seleção. Enquanto isso, curte os dias de sol com a família e os amigos e espera seu grande gol da próxima temporada: o novo herdeiro que está para chegar.


