São Paulo - O triplista Jadel Gregório treinará com o técnico inglês Peter Stanley, em Newcastle, Inglaterra. O treinador trabalhou com Jonathan Edwards, que se despediu do atletismo em 2003, mas desde 1995, e ainda hoje, é o dono do recorde mundial do salto triplo, com a marca de 18,29 m. Jadel, de 25 anos, não esconde que sonha um dia bater essa marca, mas ainda não sabe como será o seu trabalho com Stanley e a equipe inglesa que o apóia.
''É tudo novo para mim. Eu sempre fui fã do Jonathan Edwards. Acabei conhecendo o técnico dele no Mundial de Helsinque (em agosto), fiz o contato, mas só agora obtive autorização do clube e patrocinadores'', explicou o atleta paranaense.
Jadel está seguindo para Newcastle no fim de semana talvez treine em Birmingham também e agora só voltará ao Brasil para as festas de fim de ano com a família. No retorno à Inglaterra, levará a mulher Samara, que está grávida de três meses. Jadel rompeu com o técnico Nélio Moura, após a Olimpíada de Atenas, em 2004, e com Aristides Junqueira, o Tide, um pouco antes do Troféu Brasil, em junho.
Ficou sem técnico o restante da temporada, mas não considera que esse tenha sido o seu principal problema no Mundial de Helsinque, quando ficou fora da disputa de medalhas. Se considera uma pessoa ''fácil'' nos relacionamentos. ''Os meus ex-técnicos tem também o Osmas, que foi o primeiro sempre trabalharam bem comigo'', garantiu.
Para Jadel foi o clima (frio e chuvoso) e o fato de ter se machucado durante a prova os fatores que o atrapalharam no Mundial. ''Eu nunca estive tão bem preparado e calmo, como em Helsinque. Lá não foi a falta de técnico que me atrapalhou. Mas eu acho que é fundamental ter a orientação de um técnico.'' Para justificar a falta de pódio na Finlândia disse que não é ''uma máquina'', em que é ''só ligar um botãozinho''.

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