Jadel entra como favorito no salto triplo
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sexta-feira, 27 de julho de 2007
Heleni Felippe<br>Agência Estado 
Rio - Jadel Gregório gosta de competir em casa. Foi no Brasil que ele bateu o recorde sul-americano do salto triplo em maio, fez 17,90 metros no Grand Prix de Belém, superando uma marca que era de João do Pulo e já durava 32 anos. Mas João do Pulo ainda tem o recorde pan-americano (17,89 metros), conseguido no México, em 1975. E é essa marca que o paranaense de Jandaia do Sul quer bater agora, novamente em casa.
A prova do salto triplo acontece hoje, a partir das 17h35. O Estádio João Havelange deve estar lotado e Jadel promete puxar as palmas do público para dar o ritmo de seu salto. Se eu não conseguir o recorde pan-americano vou lutar por uma medalha, avisou.
Jadel é dono das duas melhores marcas do mundo neste ano, com o salto de 17,90 metros, feito em Belém, e os 17,70 metros da vitória no Troféu Brasil de Atletismo, em junho, em São Paulo. Assim, nesse ranking, aparece na frente do sueco Christian Olsson, o maior nome da prova na atualidade, que saltou 17,56 metros, em julho.
Medalha de prata no Pan de Santo Domingo/2003, Jadel disse que teve dificuldade em acertar sua corrida para o salto nessa temporada. Mas eu tinha um calendário de GPs a cumprir e ainda treinar para o Pan, explicou.
Além das marcas feitas no Brasil, Jadel saltou mais três vezes acima dos 17 metros em cinco provas diferentes. Sua melhor marca no exterior foi de 17,26 metros, na vitória em Kalamáta, na Grécia, em junho.
Mas, apesar do bom momento, Jadel prefere não falar em ouro no Pan. Em competição não tem favorito. Viu o Flávio Canto no judô, que se machucou. Também era favorito. Estou me sentindo muito bem, só sei dizer isso, disse.
Os principais rivais do brasileiro no Pan são os cubanos Osniel Tosca, que tem a quarta melhor marca no ranking, e Yoandri Betanzos, campeão pan-americano em Santo Domingo. Além disso, Randy Lewis, de Granada, Allen Simms, de Porto Rico, e Leevan Sands, das Bahamas, estão na briga por medalhas.
Eu realmente gosto de competir em casa, aqui eu tenho a nossa comida, a nossa língua, nosso clima, tudo é conhecido. E o arroz com feijão. O ruim é ficar sem feijão, admitiu Jadel, que vive e treina em Gateshead, na Inglaterra. Mas eu levo feijão. Quem trabalha muito pesado, como eu, precisa comer aquela pratada de arroz, feijão e ovo.
A viagem, com a família, desde Gateshead, atrasou cerca de quatro horas e o muçulmano Jadel teve de descer no aeroporto de Viracopos, em Campinas. Mas chegou ao Rio na quinta-feira e ontem já treinou na pista de aquecimento do Engenhão. Jadel trouxe a mulher Samara e os filhos Jade e Sahara, que tem apenas um mês e meio.


