Jacob Mehl dá versão para a crise no Coritiba
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terça-feira, 11 de maio de 1999
Fernando Tupan 
Jacob Mehl balança mas não cai. A crise desencadeada pela humilhante derrota para o Paraná por 6 a 2 no domingo passado continuou afetando o ambiente do Coritiba, a ponto de levar o presidente a buscar uma justificativa para a decadência que se seguiu à derrota para o Atlético, em março, pela Copa Sul Brasileira. Mehl colocou o seu cargo à disposição, não aceito pela diretoria.
Para tentar diminuir a resistência da torcida com os erros cometidos durante a gestão, o presidente coritibano deu ontem uma entrevista à rádio CBN para se explicar. Mehl ainda falou por que jogadores como Macedo, Rubens Júnior, Gelson Baresi e João Santos não ficaram no Coxa para esta temporada.
No ano passado, para o Campeonato Brasileiro, o Coritiba investiu R$ 1,5 milhão. Neste ano gastamos apenas R$ 130 mil. O João Santos pediu R$ 300 mil de luvas e R$ 30 mil por mês, um salário alto para o clube. Os outros também pediram valores fora dos padrões financeiros estabelecidos para o ano, falou Mehl.
Uma polêmica aconteceu quando houve uma tentativa de se desviar a atenção para a realidade de outros clubes, em especial ao Atlético, seu maior adversário. Mehl sugeriu que empresários trabalham nos clubes e que dirigentes teriam passes de jogadores, citando o ex-vice-presidente do Atlético, Ademir Adur, como dono do passe do meia Adriano.
Adur ligou para a rádio para esclarecer a situação e foi rude com o presidente coritibano, pedindo para Mehl não se meter nos assuntos internos do Atlético e mandou ele cair na real. Eu tive um jogador em 95. Paguei para ficar com ele porque o Atlético queria vendê-lo para uma equipe catarinense por um valor pequeno. Depois acabei doando-o para o rubro-negro. Ele era o Paulo Rink.
As declarações de Mehl deixaram claro que o Coritiba é um time aberto a empresários. Se me oferecerem jogadores que não tenham custo para o Coritiba, eu aceito. Mas pedimos 30% do passe do atleta. Empresários são fundamentais para os clubes. Eles têm cadastro de jogadores novos e, às vezes, precisamos deles.
Ontem à noite o Conselho Deliberativo esteve reunido para fazer uma auditoria nas contas da atual administração. O presidente do conselho, Cleberson Teixeira, contou que a reunião foi convocada há dez dias, não tendo relação com a derrota por 6 a 2 para o Paraná. Nenhum conselheiro me ligou para pedir a destituição do atual presidente.
Paraná - O técnico Márcio Araújo tem somente 14 jogadores profissionais para montar o time que enfrenta o Iraty, quinta, às 20h, na Vila Capanema. Para completar o banco de reservas Araújo vai buscar atletas nas categorias de base. Fernando Diniz e Valdeir são dúvidas. Washington foi liberado e deve ser o companheiro de Ilan no ataque. Ney Santos cumprirá suspensão e Milton do Ó volta ao time.


